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PSB faz convenção neste domingo, após terremoto político

04/07/2018 – Shilton Araujo/Esp.DP – Politica – Presenca do governador do estado Paulo Camara na abertura da 19 edicao da Fenearte. Na foto: Paulo Camara.

Depois de uma semana de reviravoltas envolvendo o PSB e o PT em Pernambuco e a nível nacional, socialistas se reúnem domingo para confirmar alianças
Com costuras políticas sendo feitas no âmbito local e nacional e em meio a “incêndios” partidários para apagar, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) realiza neste domingo sua convenção estadual para homologar a candidatura à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), dos mais de 400 candidatos a deputados federais e estaduais, além de oficializar o leque de partidos que farão parte da Frente Popular de Pernambuco. O evento está acontendo no Clube Internacional do Recife até as 17h. O governador e os demais integrantes da chapa majoritária devem até 13h, quando terá início o ato político.
Neste domingo, o PSB nacional também realiza seu congresso, em Brasília, para discutir a conjuntura nacional e definir a posição da sigla na eleição presidencial. Em Pernambuco, além do PSB, o MDB, PSD, PR, PP, Solidariedade, PCdoB, PPL, PMN e PRP e, mais recentemente, o PT, serão confirmados na base de apoio do governador. O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, avisou que a chapa será anunciada por completo. Na última sexta-feira, o diretório nacional do PT manteve a resolução da Executiva que aprovou a tática eleitoral de alianças com o PSB e com o PCdoB, descartando a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ao governo do estado.

A vereadora tentou impedir. Montou um bloco de resistência com algumas lideranças petistas, mas foi rifada pela cúpula nacional de seu partido em troca da neutralidade do PSB na disputa presidencial e do isolamento do presidenciável Ciro Gomes (PDT). A vaga de vice na chapa de Paulo Câmara deve ser ocupada pela presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos. Os dois espaços no Senado serão disputados pelo deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e pelo senador Humberto (PT).

Em reserva, um governista disse que o objetivo do PSB para que Marília Arraes não fosse candidata foi alcançado. O PSB temia que, com a petista no páreo, a eleição fosse levada para o segundo turno. “Sem ela a disputa em favor de Paulo pode ser decidida já no primeiro turno. Vai se repetir um pouco da eleição passada (2014), quando Paulo disputou contra o senador Armando Monteiro e venceu. No Palanque de Armando, os dois senadores são ex-ministros de Temer. Armando vai ser o candidato da direita conservadora”, afirmou.

Depois de conseguir “minar” a campanha de Marília Arraes, o PSB e seus aliados terão que trabalhar para neutralizar o surgimento de uma possível terceira via no estado. O PROS e o PDT, que faziam parte da Frente Popular, estão se articulando com o Avante para colocar o bloco na rua. De acordo com Sileno Guedes, o PSB vai conversar até o último instante com os antigos aliados. “Temos mais convergências do que divergências. O PSB lidera uma frente que tem pensamentos diferentes, mas está integrado num projeto para enfrentar a direita conservadora que hoje governa o Brasil e quer administrar o estado. O projeto político de esquerda que está sendo colocado em Pernambuco e no Brasil vai promover a reaproximação necessária na Frente”, afirmou.

Fonte Diário de Pernambuco

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