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Venezuela prende 6 pessoas após suposto ataque de drones contra Maduro

Um dos suspeitos tinha mandato de prisão pendente por ataque em 2017; outro já tinha sido preso por participar de protestos contra o governo. Oposição vê uso de incidente como pretexto para endurecer repressão.

governo da Venezuela disse neste domingo (6) que seis pessoas foram detidas após um suposto ataque de drones contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, informa a agência Reuters. Políticos de oposição no país alertaram sobre uma possível repressão.

O líder venezuelano acusou os Estados Unidos e a Colômbia de estarem por trás do incidente, que ele acredita ter sido planejado com o objetivo de matá-lo. Os EUA negaram envolvimento. Um grupo reivindicou a autoria da ação, mas pairam dúvidas sobre o que realmente ocorreu.

A televisão estatal mostrou na noite deste sábado (4) imagens em que o líder socialista se assusta com o que parece ser uma explosão durante um discurso em Caracas.
Segundos depois, as imagens foram cortadas para mostrar centenas de soldados correndo caoticamente e deixando sua formação.

Um dos seis suspeitos detidos tinha um mandato de prisão pendente por um ataque em 2017 sobre uma base militar, e um segundo já tinha sido preso em 2014 por participar de protestos de rua contra o governo, disse o Ministro do Interior, Nestor Reverol.

Críticos da oposição dizem que o governo já utilizou no passado incidentes como esse como pretexto para endurecer medidas contra opositores, incluindo a prisão de alguns dos mais conhecidos líderes do país.
Testemunhas
Duas testemunhas na área disseram à agência Reuters que ouviram e sentiram uma explosão no final da tarde, e então viram um drone caindo dos céus e atingindo um edifício próximo.

“Eu ouvi a primeira explosão, ela foi tão forte que os prédios se mexeram”, disse Mairum Gonzales, 45, uma professora infantil. “Eu fui para o balcão e vi o segundo avião… ele atingiu o prédio e a fumaça começou a sair.”
Uma segunda testemunha, que mora no prédio que foi atingido pelo drone, mas pediu para não ser identificada, descreveu uma sequência similar de eventos.

Bombeiros apareceram rapidamente na cena para combater as chamas, mas não foram informados sobre a causa do incidente, disse o funcionário do Departamento de Bombeiros, Jose Oropeza.

“O alarme soou e nós fomos para o fogo… era um incêndio de rotina, só isso”, disse ele.

Grupo assumiu autoria
Um desconhecido grupo chamado Movimento Nacional dos Soldados de Camisetas disse ser responsável pelo incidente. Eles enviaram um comunicado em que desejam uma recuperação rápida para os sete soldados feridos, mas prometem mais resistência.

“Nós não vamos parar com nossa luta até que tenhamos uma restauração de nossa constituição e da democracia”, afirmam na nota.

A Reuters não conseguiu confirmar de maneira independente o envolvimento do grupo, que no passado era visto como ligado a manifestantes conhecidos como A Resistência.

Por que há dúvidas sobre versão oficial?
Essa não é a primeira vez que Maduro denuncia ter sofrido um atentado, de acordo com a BBC.

Apesar das imagens do momento em que o episódio ocorreu, não se sabe se realmente houve um ataque, já que não foram apresentadas provas para respaldar as acusações.

Na transmissão oficial do evento, não é possível ver qualquer drone. Outras testemunhas que estavam presentes no evento disseram à imprensa que não viram esses “artefatos voadores”, ainda segundo a BBC.

Fonte G1

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