Coronel da PM preso foi chefe de gabinete da Secretaria de Justiça de SP

Luiz Flaviano Furtado foi preso em flagrante em operação contra jogos de azar na segunda (15), liberado no mesmo dia e preso de novo no sábado (20).
uiz Flaviano Furtado, coronel da reserva da Polícia Militar preso no sábado (20), por determinação da Justiça Militar, foi chefe de gabinete da Secretaria da Justiça de São Paulo durante a atual gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Neste domingo, ele passará por audiência de custódia às 10h no Tribunal da Justiça Militar do Estado de São Paulo.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça confirmou que o Furtado foi chefe de gabinete da pasta, entre 2015 e 2016, mas informou que não se posicionaria sobre o assunto.

O coronel da reserva da PM foi preso na manhã de sábado (20) e levado para o presídio Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, após denúncia ser oferecida pelo Ministério Público e aceita pela Justiça Militar. O processo está em segredo de Justiça.

Na segunda (15), ele foi preso pela primeira vez, mas liberado em audiência de custódia. Furtado foi detido em flagrante por porte de arma irregular durante a operação Cabaré, realizada pelo MP de São Paulo e pela Corregedoria da PM contra cassinos clandestinos.

Outros três oficiais da PM e duas pessoas também foram detidas na operação. Os cinco tiveram as prisões temporárias, que tinham sido decretadas na segunda, convertidas em preventivas. Furtado e os outros três PMs passarão por nova audiência de custódia neste domingo (21), às 10 horas, na Justiça Militar.

Segundo apurou a reportagem, o coronel foi preso por envolvimento com o grupo investigado na operação. Além disso, foram encontrados 30 mil dólares (quase R$ 100 mil) em sua casa no dia da busca e apreensão, na segunda.

Procurado pelo G1, o advogado do coronel disse no sábado (20) que pretendia protocolar até o final do dia um pedido de habeas corpus no plantão judiciário da Justiça Militar.

Operação Cabaré
Feita pela 4ª auditoria da Justiça Militar, a operação Cabaré descobriu que os PMs agiam na Zona Sul de São Paulo e ocorreu em vários endereços, incluindo imóveis na região de Moema, bairro nobre da capital paulista.
Cabaré está sendo apontada como “uma das maiores operações de caça níqueis da história”, segundo fontes ouvidas pela reportagem. Foram destruídas 1.054 máquinas numa única ação e 15, apreendidas. Cada máquina tinha valor médio de R$ 25 mil. “Só em equipamento são mais de R$ 20 milhões”, disse a fonte.

Um dos endereços fica na Avenida Interlagos, também na Zona Sul. “Nesta casa tinha sistema de segurança com reconhecimento facial. A pessoa só entrava se passasse pelo reconhecimento do rosto”, acrescentou.

Fonte G1

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