A Polícia Militar foi criada para defender as elites.

Em janeiro de 1808, Portugal estava preste a ser invadido
pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições
militares para enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João,
resolveu transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o
Brasil. Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses.
Chegada da família real ao Brasil
Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas
de funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa.
Trouxeram também muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens
pessoais e outros objetos de valor.
Após uma forte tempestade, alguns navios foram parar em
Salvador e outros na cidade do Rio de Janeiro. Em março de 1808, a corte
portuguesa foi instalada no Rio de Janeiro. Muitos moradores, sob ordem de D.
João, foram despejados para que os imóveis fossem usados pelos funcionários do
governo. Este fato gerou, num primeiro momento, muita insatisfação e transtorno
na população da capital brasileira.
Com a vinda da Família Real para o Brasil, a Guarda Real de
Polícia permaneceu em Portugal; sendo criada outra equivalente no Rio de
Janeiro, com a denominação de Divisão Militar da Guarda Real de Polícia do Rio
de Janeiro, em 13 de maio de 1809. (até então o Brasil não tinha nenhuma
polícia e nenhum tipo de policiamento, era dente por dente olho por olho).
Assim fica fácil entender que a Divisão Militar da Guarda
Real de Polícia do Rio de Janeiro foi criada para defender a família real e as
elites firmadas no Brasil Império, preocupadas com as ações de Napoleão
Bonaparte.
A legislação imperial registra a criação de outros Corpos
Policiais nas províncias. Em 1811 em Minas Gerais, 1818no Pará, em 1820 no
Maranhão, e em 1825 na Bahia e em Pernambuco.

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