ACS? Não, obrigada, QTA!

Na postagem “O rombo das Associações Militares” (clique aqui) nós falamos que a realidade das demais associações não era diferente do que vinha acontecendo com a Caixa Beneficente, pois as mesmas estão no vermelho por decorrência dos desvios dos recursos e dos altos “pró-labores” que a maioria dos diretores recebem.
Muita gente não gostou dessas revelações, e inclusive alguns diretores de uma certa entidade cogitaram em nos processar por calúnia e difamação. Em decorrência disso, e para mostrar que estamos a par do quanto as associações não conseguem cobrir as suas despesas, encaminhamos para alguns amigos da imprensa uma pequena informação, como o leitor pode conferir aqui na matéria do Cada Minuto:
Denúncia: Militares reclamam de falta de repasse da ACS para plano odontológico
Policiais militares denunciaram ao Cadaminuto a falta de repasse dos valores descontados direto na folha de pagamento pela Associação dos Cabos e Soldados (ACS) para o pagamento de um plano da Odontoserv.
Segundo informações, policiais e familiares que precisaram utilizar os serviços foram informados, ao chegarem nos consultórios credenciados, de que havia pendências financeiras, o que impossibilitaria o atendimento odontológico.
O cabo Oliveira foi um dos que não conseguiram o atendimento, mas ao procurar a ACS foi informado de que a situação tinha sido normalizada. Após isso, sua filha, que precisava fazer um canal, chegou a ir três vezes em uma clínica, localizada na Santa Amélia, mas não conseguiu autorização para o procedimento.
“Primeiro, disseram que tudo estava normal, mas eu e minha filha não conseguimos ser atendidos na clínica. Depois, fui informado que eu teria que procurar a Odontoserv e pedir que o desconto no salário fosse feito por lá, mas não consegui resolver o problema. Me sinto lesado, pois o desconto continua sendo feito direto na folha de pagamento”, destacou.
A reportagem entrou em contato com o diretor financeiro da ACS, Jones Monte que explicou que havia uma pendência da gestão anterior com a Odontoserv e foi necessário fazer a renegociação da dívida, que deveria ser quitada em maio deste ano. No entanto, mesmo recebendo as parcelas, o plano odontológico continuou sem autorizar o atendimento.
“As parcelas vêm sendo pagas em dia. O acordo foi para que os atendimentos fossem liberados três meses após o pagamento. Os valores, que variam entre R$ 15,00 e R$ 60,00, continuam sendo descontados para a quitação da dívida. Pedimos para que os militares que se sentirem lesados nos procurem para ressarcimento. Outra opção é ir na Odontoserv pedir a migração. Assim, o desconto em folha seria feito diretamente lá”, disse.
A nosso ver, a julgar pelo que recebemos de material apontando muitas outras irregularidades na ACS, muito do que hoje ocorre com esta associação é fruto da gestão anterior, mas sabe-se lá porquê o seu presidente (quem é mesmo o presidente da ACS?) não quer tomar as mesmas medidas que foram tomadas pelo presidente da Caixa Beneficente, ou seja, fazer as devidas auditorias e trazê-las a público, denunciando-as.
Há quem diga que tal procedimento até já tenha sido feito, e que isso tenha sido uma das razões do afastamento do Simas, que na gestão atual era diretor financeiro. Mas fato é que a cada dia a Associação de Cabos e Soldados vem perdendo sócios, muitos dos quais tem demandado a entidade judicialmente, o que tem agravado a sua situação financeira (o que obrigou a entidade a comercializar espaços em sua página). E a grande queixa dos sócios tem fundamento na seguinte situação: o associado tem debitado pontualmente os valores dos planos que contrata, mas a entidade, que apenas deveria receber e repassar os valores para as empresas prestadoras do serviço, retém os valores apenas os repassando em data futura, muitas vezes com meses de atraso, o que acarreta a suspensão dos serviços, a exemplos da matéria do Cada Minuto e do que ocorre com o plano telefônico, a grande dor de cabeça da entidade.

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