Aluno da PM pode ser quinto membro de quadrilha que assaltou universidade no AM

Bruno Kênio e Alan Baraúna foram presos no último sábado (4) após se divertirem em Itacoatiara com o dinheiro do assalto a universidade 



Além dos procurados e presos, outro membro pode fazer parte da quadrilha. Bruno, já preso, foi expulso da Aeronáutica após furtar R$ 14 de dentro do quartel
Durante coletiva na manhã desta segunda-feira (6), a Polícia Civil apresentou dois suspeitos acusados de roubar mais de R$43 mil do setor financeiro da Universidade Nilton Lins, localizada na Zona Centro- Sul de Manaus, no último dia 29 de abril. Além dos dois presos e outros dois procurados, levanta-se a hipótese de um suposto envolvimento de um quinto membro no crime, que seria apenas um ‘teste’ para um assalto que era planejado para acontecer no mês de junho.
Além de Bruno Kênio Teixeira Lobo, 23, e Alan Baraúna Ferreira, 22, já presos, e de Danilo Queiroz de Moraes, 22, e Pablo Alberto Nascimento Vasconcelos – que ainda são procurados –, a polícia verifica se há envolvimento do irmão de um dos assaltantes e que seria aluno oficial da Polícia Militar (PM). A informação foi repassada por um conhecido dos envolvidos, que preferiu não se identificar com medo de represálias.
Questionado sobre o caso, o delegado-geral adjunto Mário Aufiero informou a equipe de reportagem do acritica.com que a investigação corre em segredo de justiça. “O inquérito está sendo mantido sob sigilo, mas o que posso dizer é que o Danilo está foragido e o irmão dele que se chama Daniel, é aluno oficial da PM, do curso de formação que é feito lá na Nilton Lins”, declarou.
Novo assalto
De acordo com Aufiero, os suspeitos Bruno e Alan presos na madrugada do último sábado (4), quando retornavam do município de Itacoatiara (localizado a 176 quilômetros de Manaus), confirmaram em depoimento que Danilo foi o principal articulador do assalto a universidade.
“O Danilo articulou esse assalto na Nilton Lins, inclusive já estava planejando outro assalto maior para acontecer agora no meio do ano, quando a universidade renova as matrículas para o segundo semestre. O Bruno e o Alan informaram que esse roubo foi só um teste para um grande assalto que iriam fazer na universidade”, disse o delegado-geral adjunto.
Expulso por R$ 14
Bruno foi oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) e acabou expulso após cometer um furto dentro do quartel. “Ele furtou R$14 em 2011 e pelo regime próprio e rigoroso da Aeronáutica, ele foi expulso por este problema interno”, disse o delegado.
Danilo já foi preso em 2011 por roubo a mão armada e na ocasião, ele foi expulso da Aeronáutica por causa do crime. Danilo era estudante da universidade, no curso de Administração. Alan é réu primário e também servia a Força Aérea.
“O que mais interessante de destacar, é que ele estava cumprindo pena no regime semiaberto e agora ele vai ter a regressão de pena para o regime fechado, além de responder por mais esse crime”, falou Aufiero.
Assalto
No dia do assalto, Bruno, Alan e Danilo entraram na universidade de ‘caras limpas’, sem qualquer disfarce, e somente colocaram as máscaras para não serem reconhecidos no corredor da instituição, antes de abordarem as vítimas do setor financeiro.
Os suspeitos armados levaram aproximadamente R$43 mil em espécie da Universidade Nilton Lins. De acordo com a delegada titular do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Hosana Andrade, Danilo usou um álibi para despistar a polícia do seu envolvimento no assalto. No dia do assalto, a primeira informação dava conta de que R$5 mil haviam sido roubados do local.
“O Danilo usou um álibi muito forte, após cometer o assalto, ele deu entrada no albergue, onde cumpria pena no regime aberto, como se tivesse dentro do regime. Na verdade, ele cometeu o assalto, saiu da universidade direto para o regime”, declarou.

Foragidos
Danilo Queiroz de Moraes e Pablo Alberto Nascimento Vasconcelos continuam foragidos e são procurados pela polícia. O delegado-geral da Polícia Civil, Josué Rocha, salientou que houve integração entre os investigadores e a perícia na coleta da materialidade do crime e que não há duvidas sobre a participação dos suspeitos.
A população pode ajudar a polícia com informações que levem até os suspeitos, pode entrando em contato pelos telefones (92)3214-2260 ou 3362-2187.  A identidade do denunciante será preservada.

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