Churrasco reúne viciados e ativistas na cracolândia

Centenas de pessoas passaram na tarde de ontem pelo ‘Churrascão de gente diferenciada – versão cracolândia’, na esquina das Ruas Helvétia e Dino Bueno, na região da Luz, no centro. A manifestação foi organizada por movimentos socais para protestar contra a ação da Polícia Militar na cracolândia, que começou no último dia 3 de janeiro.
Os organizadores estimaram que 800 pessoas circularam pelo protesto desde às 15h30. A estimativa da PM é de que 200 pessoas estiveram na manifestação.
Os viciados se organizavam em filas para pegar o churrasco, que era assado em quatro grelhas. Foram comprados 18 quilos de carne, além de vários frangos. “Conseguimos arrecadar R$ 1.800 em uma vaquinha feita com integrantes de movimentos sociais”, disse a assistente social Tina Sampaio, de 68 anos, do grupo Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria e pela Vida.
“Talvez não seja motivo de festa. Mas o churrasco é por causa da opressão da polícia”, disse Benedito Ivan de Souza, de 32 anos, que admitiu usar crack há 4 anos e é frequentador da cracolândia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar, realizaram na tarde deste sábado (14) um churrasco na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, para protestar contra a Operação Centro Legal, que a corporação executa desde o dia 3 deste mês.

O grupo autodenominado Desentorpecendo a Razão (DAR) convocou o protesto pelas redes sociais. No Facebook, mais de 4 mil confirmaram a presença no evento.

O encontro foi chamado de ‘Churrascão de gente diferenciada – versão Cracolândia’. De acordo com a organização do evento, o objetivo foi protestar contra a presença da polícia nas ruas da cidade paulista e contra o “preconceito e o racismo dos políticos e das elites paulistanas”.
O evento faz alusão ao churrasco que aconteceu no dia 14 de maio de 2011 na região de Higienópolis. Na ocasião, os manifestantes protestaram contra a iniciativa de moradores da região que tentaram vetar a construção de uma estação do Metrô no bairro.

Durante a madrugada, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, visitou a região. Ele percorreu as ruas da área de carro e disse que a Cracolândia está mais segura. Alckmin reforçou que a Polícia Militar continuará com a operação.

“A polícia vai continuar na região. Esse é um trabalho longo, não vai resolver no curto espaço de tempo, tem que perseverar. De um lado, [é preciso] o trabalho social, de abrigamento das famílias, e [um trabalho] policial, de garantir a segurança das pessoas e prender os traficantes de drogas”, disse o governador.

Balanço da Polícia Militar mostra que 149 pessoas foram presas desde o dia 3 de janeiro na Cracolândia durante a Operação Centro Legal. Do total de detidos, 106 foram presos por delitos diversos e 43 são foragidos da Justiça.

Desde o início da operação, 212 pessoas foram encaminhadas para serviços de saúde, 80 foram internadas e nove pessoas foram encaminhadas para hospitais.

No total, a PM realizou 4.273 abordagens e apreendeu 2,33 kg de crack, 10,187 kg de cocaína e 17,195 kg de maconha – quase 30 kg de drogas. Segundo o balanço da corporação, 878 pessoas foram encaminhadas para abrigos e 101 toneladas de lixo foram recolhidas das ruas da região central de São Paulo.

Inquérito
A partir da semana que vem, o Ministério Público ouvirá os envolvidos na operação. Um inquérito foi instaurado para apurar a ação. Nesta sexta-feira (13), houve uma reunião entre promotores, o comando da PM e representantes das secretarias municipais e estaduais de Saúde, Assistência Social e Justiça.

No encontro, que durou cerca de cinco horas, os promotores questionaram a eficiência da ação. Eles argumentaram que seu início foi precipitado, já que o complexo da Rua Prates para atender os usuários ainda não foi inaugurado. O comandante da corporação disse que a estratégia não será modificada. O governo de São Paulo informou que as ações vêm sendo planejadas em conjunto há pelo menos três meses.
fonte: PolicialBR

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