Comandante de batalhão é exonerado após operação contra o jogo do bicho na Baixada

O comandante do 20º BPM (Mesquita), tenente-coronel Marcelo Moreira Malheiros, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira, horas após a corregedoria da corporação realizar uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para combater o jogo do bicho.
Na semana passada, Malheiros foi indiciado pela corregedoria após terem sido localizados 18 pontos de jogo do bicho funcionando na área do batalhão, responsável pelo patrulhamento em Mesquita, Nova Iguaçu e Nilópolis. A exoneração foi publicada no Boletim Interno da Polícia Militar.
O tenente-coronel Alexandre de Souza Rodrigues, que estava lotado no Estado Maior da PM, foi nomeado para o comando do 20º BPM (Mesquita). Malheiros ficará na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), conhecida como “geladeira” da corporação.
Durante a operação dessa quarta-feira, a 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) “estourou” uma casa de jogo do bicho em Nova Iguaçu. Foram apreendidos mais de R$ 9 mil em espécie e 70 máquinas caça-níqueis.
No mês passado, cinco policiais do Batalhão de Mesquita já tinham sido presos pela corregedoria, um deles com um carro roubado dentro do estacionamento de um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), e outros quatro por abandonarem seus postos para dormirem em estacionamentos de motéis e igrejas.
Após o indiciamento de Malheiros, na última semana, a Comissão de Segurança Pública da 24° Subseção da OAB de Nilópolis e o Conselho Comunitário de Segurança Pública de Nova Iguaçu defenderam o tenente-coronel.
Segundo a nota, o indiciamento foi feito “de forma estranha e equivocada, principalmente pelas estatísticas inéditas de redução de criminalidade na Baixada Fluminense, não comportando lógica a grave imputação do suposto descumprimento de ordem”.
No texto, o presidente e o delegado da comissão, Marcos Antônio Conceição dos Santos e Bruno Alves, afirmam, sobre o indiciamento, que “há elementos que causam, no mínimo, estranheza”. De acordo com Marcos Antônio, “o 20° BPM tem realizado um ótimo trabalho na redução da criminalidade na Baixada Fluminense, apresentado índices em queda inéditos na região, que ainda que fosse verídico o fato imputado, não se pode atribuir a responsabilidade ao Comandante pelo simples fato da existência de cometimento de crime próximo ao batalhão, posto que, é humanamente impossível prever a localização do crime”.
Segundo Alves, o comandante do batalhão estava de férias quando foi notificado pela Corregedoria e, por isso, não teve conhecimento da notificação.
Já o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Nova Iguaçu, Adriano Luiz Marciano de Lima, afirmou que o indiciamento foi “uma medida independente e sem consulta superior, mostrando certo descontrole do comando sobre quem cuida de seus ‘assuntos internos’”.
Fonte: Extra 

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