Como tornar-se um cmte medíocre – 10 Passos


1º Passo: Ser o comandante que não comanda
Ele tem como única preocupação o usufruto das regalias do cargo, desempenhando com maestria os simbolismos da função, mas sendo incapaz de fazer sentir a sua liderança (se é que tem) tanto quanto é incompetente para conquistar o respeito voluntário de sua tropa.
2º Passo: Não ser exemplo de liderança
Aquele comandante que nenhum outro comandante em níveis hierárquicos subordinados gostaria de seguir os passos. É aquele que:
– Acha que o problema são os outros.
– Não exerce influência sobre a tropa.
– Não sabe quando assumir a responsabilidade.
– Falha seriamente com a mídia.
– Sempre obedece, mesmo quando raramente discorda.
3º Passo: Não saber ouvir
Ouvir é o instrumento básico do relacionamento humano. Ouvir para conhecer. Ouvir para prestigiar. Ouvir para incentivar. Ouvir para amadurecer. Ouvir para decidir. Conhecer o subordinado; prestigiá-lo como pessoa; incentivá-lo à participação. Amadurecer para decidir. Decidir para comandar!
O comandante que não sabe ouvir é o mesmo que:
– Não sabe ver a sua Corporação pelos olhos de sua tropa.
– Nomeia as pessoas certas para as funções erradas.
– Não sabe usar o poder mágico das palavras.
4º Passo: Não ter um objetivo e um sentido para o seu comando
Um comandante precisa articular uma meta comum que inspire a sua tropa a se empenhar em conjunto. Além de ser capaz de angariar o apoio coletivo.
Para ser medíocre, basta que:
– Não consiga estimular a sua tropa.
– Não se empenhe para desbloquear os canais obstruídos.
– Não saiba tirar disciplina da liberdade concedida.
5º Passo: Criar um clima de desconfiança
Esta condição gera uma disputa interna por cargos e funções. Não há confiança e respeito entre os graduados integrantes da estrutura administrativa superior. Os atritos são constantes e geram fofocas e incidentes de assédio moral. Este comandante é aquele que:
– Não aceita que até mesmo a pior falha pode ser superada.
– Trata mal o portador das más notícias e com medalhas os bajuladores.
– É incapaz de proteger a sua tropa contra os graduados lunáticos.
– Não quer ser o melhor, pois teme as responsabilidades decorrentes.
6º Passo: Buscar elogios e não resultados
Estes comandantes estão preocupados simplesmente em livrar as suas peles e manter as suas gratificações pelo maior tempo possível. Este comandante:
– Não ajuda a derrubar barreiras.
– Não aceita a opinião de sua tropa.
– É autoritário.
– Não aceita erros, mesmo que estes ocorram com a intenção de fazer o certo.
– Acredita que as boas idéias só podem surgir na cabeça de coronéis.
– Não desafia a sua tropa para superar os limites.
7º Passo: Não assumir riscos calculados
Não compreende que atualmente as Corporações devem, para permanecerem vivas e fortes, elogiar e promover aqueles que correm riscos, mesmo que fracassem de vez em quando. Aqueles que nunca erraram nunca fizeram nada para melhorar a Corporação. Estes comandantes também:
– Preferem as pessoas que seguem o padrão do que aquelas que pensam por si mesmas.
– Não dão oportunidades aos profissionais promissores.
– Têm medo de quebrar as regras que não fazem sentido.
8º Passo: Não preparar o seu pessoal
Estes comandantes menosprezam os treinamentos, pois querem simplesmente ver o pessoal em postos de serviço para dar uma satisfação aos políticos. Acham os cursos, estágios, treinamentos e outros, dispensáveis e de menor importância. Quando o subordinado erra por falta de conhecimentos técnicos, este tipo de comandante quer crucificá-lo (muitas vezes dizendo que sua ação foi “um fato isolado”).
9º Passo: Estimule a desunião
O comandante que não é justo no estabelecimento de punições ou, pior ainda, na concessão de prêmios e condecorações, beneficiando preferencialmente aqueles indicados politicamente ou que se estruturam pela bajulação, em detrimento dos que realmente estão correndo os riscos da atividade policial, gera um clima de descontentamento e desunião no seio da tropa.
10º Passo: Não se preocupe com a qualidade de vida de sua tropa
Os comandantes que não têm a menor preocupação com as condições de moradia, saúde, educação, lazer e salarial de sua tropa, não se preocupando com fatores importantes como: escala de serviço, ambiente de trabalho adequado, assistência médica, promoções, acompanhamento psicológico, assistência jurídica, etc.; são os verdadeiros comandantes medíocres.
OBS: qualquer semelhança com “algumas pessoas” que conhecemos no âmbito da PMAL não terá sido mera coincidência.

Comente esta matéria

Comente esta matéria

Deixe seu comentário