Corpo de comandante da PM assassinado no Rio é enterrado

Coronel Luiz Gustavo Teixeira foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Oficial foi morto com tiro de pistola no peito.

O corpo do comandante do 3º BPM (Méier), Luiz Gustavo Teixeira, foi enterrado na tarde desta sexta-feira (27) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Policiais militares de vários batalhões e representantes da sociedade civil no Méier, onde ele foi morto, foram prestar as últimas homenagens ao comandante. O corpo foi enterrado às 17h19.
Antes do enterro, um helicóptero da corporação lançou rosas sobre os presentes. Estiveram presentes na cerimônia o comandante-geral da PM, Wolney Dias, o diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
Durante o cortejo, muitos choravam enquanto acompanhavam a homenagem ao comandante. Antes do sepultamento, foi rezado uma oração do Pai Nosso e a bandeiras do Brasil e do Vasco da Gama, clube pelo qual o ofial torcia, foram colocadas sobre o caixão.

Hipótese de execução foi descartada

Durante uma coletiva sobre o caso nesta sexta, delegados da Divisão de Homicídios do Rio descartaram a possibilidade de execução na morte do tenente-coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, que atuava como comandante do 3° BPM (Méier).
“Está descartada a possibilidade de ser uma execução pré-concebida de Luís Gustavo Teixeira”, afirmou o delegado Brenno Carnevale, delegado do núcleo que investiga mortes de policiais na capital.
Na manhã desta sexta, também foi divulgada a foto de Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos, da comunidade da Barreira, no Complexo do Lins, como sendo um dos autores da morte do comandante. Matheus saiu da cadeia em junho desse ano.
“Qualquer informação do paradeiro do Matheus, por favor entre em contato (…) A melhor opção para esse homicídio é se entregar”, comunicou Carnevale. O criminoso vai responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Contra ele há um mandado de prisão expedido.

Megaoperação pode tempo indeterminado

Desde a madrugada desta sexta, uma megaoperação é realizada na região parta tentar prender os suspeitos. Até as 13h30, nove pessoas tinham sido presas na ação.
Cerca de 300 policiais militares de diversos batalhões deixaram o quartel general da PM ainda durante a madrugada desta sexta. As comunidades da região estão ocupadas por tempo indeterminado. Até a tarde desta sexta, nove pessoas foram presas.
Ao todo, a operação visa cumprir 14 mandados de prisão, mas a polícia não informou se todos eles são relacionados com a morte do PM. Dentre os presos, já foram identificados Daniele Caroline da Silva Leandro e Alberto Carlos da Silva França.
Fonte: G1

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