Dia do Soldado: não temos o que comemorar!

Nós que temos a divina e nobre oportunidade de viver a vida na caserna
sabemos o quanto somos privilegiados por isto.
Briosa em Foco, não poderia ser alheio a tanto. Com esta postagem queremos parabenizar, agradecer e felicitá-los por esta nobre carreira e missão que exercem dia e noite, nas ruas de nosso Estado. Ser soldado da Polícia Militar de Alagoas, diziam, era uma profissão daqueles que ingressavam na carreira com um simples motivo: a falta de oportunidades. Hoje a constituição e a própria organização estatal modificaram este quadro. Existe hoje o vínculo de pertencimento ao povo, de tamanha profundidade que o ato de ser soldado está além da farda que os identifica.
Ser soldado implica ter um conjunto de valores, um profundo sentimento de interação com a sociedade e o nosso povo. Sua dinamicidade começa no compromisso de colocar todo seu potencial intelectual e físico inteiramente ao serviço dela, culminando com o juramento solene de defendê-la com o sacrifício da própria vida.
“Soldados” são chamados a batalhas diárias em cada rua, beco, favela, zona rural e roça, lá estão eles e elas lutando, para sobreviver e garantir a vida e segurança de todos. É uma profissão que não garante mais o retorno seguro para casa, antes, durante e após as escalas de trabalho. Nas cores das fardas ainda rebrilha a glória e fulge as vitórias. Na luta diária muitos soldados serão para sempre e levarão para a “inatividade” seus valores, juramentos, e nos momentos de crise da nação o compromisso de lealdade do soldado para com os destinos de sua pátria atinge a sublimação, para o bem ou para o mal de ambos. O símbolo da farda, expresso no ato de servir à pátria, o Estado, à corporação, continua presente no seu espírito, como uma segunda pele a acompanhá-lo até a morte.
Há exemplos diários de soldados (graduados e com patentes) que não assistem impassíveis a sua polícia, seu Estado, sua cidade, seu povo ser vilipendiado, humilhado ou em risco de vida.
Estes fazem parte desse projeto: o BRIOSA EM FOCO. Lutamos, da nossa forma, contra os desmandos praticados por estes que se lambuzam do poder, e que tudo fazem contra a sua tropa, pelo sublime desejo de manter o poder.
Por isto, e por todas as injustas punições, escalas arbitrárias, desmandos, furtos, apadrinhamentos, maus tratos, salários defasados, prisões ilegais e incompetência de gestão é que neste dia 25 de agosto, data comemorativa do “Dia do Soldado”, nós que envergamos o nome da POLÍCIA MILITAR DE ALAGOAS não temos o que comemorar. Só a lamentar. Hoje, não vemos orgulho, não temos vontade. Vemos perseguições e um comando fraco e omisso, a balançar a cabeça para os que querem fazer de nós cidadãos de segunda categoria. A mão pesada que é medida para punir e perseguir os mais fracos é a mesma que apoia a mão poderosa a ser beijada, com a mais vexatória e degradante posição de submissão da cúpula. Por isso não os respeitamos, não os admiramos. Perderam para nós o vinculo. Não os reconhecemos no comando e não acatamos as suas ordens. Quem não tem a confiança e o respeito de seus subordinados está só.
Luciano e Dário conseguiram destruir a PMAL como jamais seus antecessores o fizeram, e levarão anos para que consigamos afastar essa “Idade das Trevas” em que mergulhamos. Mas existe um consolo: quando o efêmero poder se encerar, seus nomes serão jogados no esquecimento e no ostracismo merecido. Dar-lhes-emos as costas, como fazem conosco nos dias de hoje.
Esperamos que os valorosos SOLDADOS que dia e noite estão de prontidão e em ação possam ver reconhecidos seus esforços, seus ideais e acima de tudo o respeito de seus superiores e da população. A cidadania de todos será garantida, quando garantirmos a cidadania de cada um de nós. Nos da Família BEF desejamos, a todo(a) soldado, felicidades pela nobre profissão e missão.

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