Discursos Desafinados

Na solenidade de entrega de viaturas e equipamentos, em 1º.11, o governador Téo Vilela disse que “praticamente a cada semana tem inaugurado bases de polícia comunitária, lançado a ronda cidadã em vários bairros, participando junto aos reeducandos do sistema prisional para que retornem à sociedade de forma construtiva e promovendo a cultura da paz, por meio da Secretaria da Paz, entre outros, que demonstram, que demonstram que a prioridade do Governo é a segurança pública”.
Diante do exposto, vamos às notícias:
Fonte: O Jonal

Fonte: Cada Minuto

Fonte: Extra-Alagoas
Ao que parece, o governador não sabe que a “filosofia” de “superlotar as prisões” (e apenas isso) não é o ideal, ainda mais quando o Estado não oferta possibilidade para que todos os egressos do Sistema Prisional possam ter uma vida digna, fora da marginalidade. E cediço que os crimes precisam ser combatidos com investimentos sérios e com pessoas qualificadas e motivadas (algo que não temos visto atualmente), porém – paralelo a isso – outras medidas precisam ser também adotadas, tais quais: investimentos em saúde, educação, condições de trabalho e renda, algo que tem deixado a desejar há muito tempo, e em especial no atual governo. Como disse Chaplin, “educai as crianças, e não será preciso punir os homens”. E sendo assim, podemos concluir que nenhum governo (principalmente este que aí está) irá investir significativamente em educação, até mesmo porque os frutos serão colhidos décadas à frente, longe dos seus governos. Contudo, a conta vem nas consequências, isto é, na criminalidade que cada vez mais tem os seus índices elevados, assim como nos investimentos vultosos que cada vez mais deverão ser destinados à segurança, bem como nas perdas com o turismo, e sobretudo na arrecadação dos impostos das empresas que não ficarão ou não virão para um local em que sabidamente é, e pelo jeito há de continuar a ser, tão perigoso quanto os piores territórios de guerra.
Agora, uma última observação: Como é que tem dinheiro para construir/inaugurar, mas não tem para reformar (ao menos o BPRp)?

Fonte: Primeira Edição

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