Ei, CONSEG: faça uma visita de inspeção na Rp

Caros amigos, do Blog Briosa em Foco
Bem sei que o presente blog já postou material sobre o alojamento do BPRp (clique aqui), que na realidade pode até ser batalhão mas não tem nem status de Companhia Independente, pois tem muita Cia muito mais organizada que essa unidade. Porém, peço-vos que, considerando o tempo que se passou desde a referida postagem e o fato de que nada foi feito para melhorar o alojamento, seja registrado e postado mais uma vez o desabafo de um praça que já tem mais de 3 anos nesse batalhão e se sentindo, desde a chegada, tratado como um cachorro; mas não o mascote da unidade.
As fotos apresentadas foram tiradas há “alguns dias” do corrente mês, ou seja de outubro, quando das vezes em que retornei do PO que nos é imposto por decorrência da falta de viatura. É em momentos como esse, meus caros, que a gente sente a necessidade e sabe da importância de termos um alojamento em condições adequadas. Que fique claro que essa necessidade decorreu do fato de termos de comparecer ao batalhão para descansarmos depois de uma manhã inteira de PO, sendo que à tarde também teríamos de “completar a carga horária do serviço”. Pelo exposto, é de se concluir que em uma semana a gente, em vários momentos, tem que retornar ao batalhão para almoçar, ocasião em que antes de retornar para o PO da tarde, precisamos descansar uns 30 ou 40 minutos, mas não encontramos colchão, pois só existem aproximadamente seis colchões e em péssimo estado. Para que se tenham uma noção geral, não existe nem mesmo uma cama em condições; enquanto isso, em alguma sala do batalhão, existem, há muito tempo guardados, diversos colchões novos.
Pois bem, considerando que os verdadeiros guerreiros que formam esse batalhão (cabos e soldados, com raríssimos sargentos de vergonha), que usam o alojamento, deixam suas casas e ariscam suas vidas e assim não recebem um elogio por tudo de excepcional que fazem (ainda que para levantar a moral) e ao retornarem ao batalhão não encontram sequer uma cama para descansar o esqueleto cansado, é extremamente desumano o tratamento que nos é ofertado, o qual não vale os míseros R$ 92,35 que nos é fornecido como forma de motivação. Quando eu comento isso como outros colegas, isto é, tal tratamento do batalhão para com o seu efetivo, este mesmo efetivo que dedica a sua vida no combate a criminalidade, chego a ser motivo de deboche, pois o Batalhão de Radio Patrulhamento, conforme dizem, é o batalhão de elite da PMAL, razão pela qual merecia uma “sorte” melhor.
E o pior é que a impressão que se passa – boca-a-boca – é a de que os oficiais não estão nem aí, pois não tem unzinho que seja que compre uma briga em prol dos praças e das condições de serviço em amplo sentido, e olhe que nesse caso seria uma reivindicação, também, por justa causa – haja vista que o que nos aflige tem reflexos na qualidade do serviço. Contudo, é melhor esquecemos dos oficiais, pois os mesmos só estão preocupados com suas possíveis promoções. Assim quero deixar registrado o desabafo de alguém que viveu tempos melhores na RP e hoje se sente tratado como um verdadeiro lixo humano.
Aproveitando o momento, quero também deixar registrado algo, o que no caso é o seguinte: logo que os praças chegam no batalhão, logo durante a semana de treinamento e aperfeiçoamento, é cobrado uma taxa para comprar água e outra para comprar o braçal e outros apetrechos, que somando-se dava custar aproximadamente R$ 50,00 (cinquenta reais). O interessante de tudo isso é que o Estatuto da PMAL afirma que cabos e soldados têm direito ao uniforme completo, e custeado a expensas do Estado. Então, por que cobrar essa taxa? E… Para onde vai esse dinheiro?
Sendo assim, solicito aos nobres companheiros que postem esse material onde deixo registrada a minha total decepção com o que resta da Casa do Pit Bull.
Nota do blog: esperamos que o Comandante Jairisson saia de cima do muro e se manifeste a respeito.

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