Há 2 anos e quatro meses o 38° Batalhão não dá um tiro

Os 350 policiais do 38º BPM (Três Rios – RJ) atingem marca história no estado: dois anos e quatro meses sem dar um tiro. “Não estamos nem no padrão europeu, pois a polícia britânica matou o Jean Charles (brasileiro morto por engano, ao ser confundido com terrorista, em 2005). Presumo sermos como os japoneses, que também não atiram. Aqui, o marginal ainda tem muito respeito pelo PM”, analisou o comandante do 38º BPM, tenente-coronel Marcelo Quinhões, à frente da unidade há um ano e seis meses. Para combater a criminalidade, o trabalho dos PMs é feito em parceria com a Polícia Civil, o Ministério Público e a Justiça. Em Três Rios, que tem população flutuante de 400 mil pessoas, a Secretaria de Ordem Pública investiu em um serviço que inclui sistema com 53 câmeras, com linha direta com o batalhão e a 108ª DP (Três Rios). A policia civil da região de Três Rios, salienta que há 10 anos não dá um tiro se quer, e tem altos índices de elucidações de homicídios!O combate à criminalidade na região Centro Sul fluminense, no entanto, é intenso. Só no ano passado, houve 609 prisões, com 453 registros de apreensões de drogas, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Nos últimos dois meses, 118 suspeitos foram detidos. Porém, as ações chamam a atenção pela ausência de autos de resistência — quando supostamente há reação à ação da polícia. Fonte pesquisa: Jornal O Dia. Para conseguir os resultados, o batalhão também conta com o apoio constante da população. O entrosamento entre os moradores e os policiais resulta em um trabalho de parceria, o que permite ações de investigação mais apuradas. Na cidade, as principais ocorrências giram em torno de furtos – foram 825 casos em 2012. Portanto é possível sim termos uma policia severa e equilibrada. O bandido não teme nossa policia, quem teme a policia são os cidadãos de bem! O medo é enorme dos não policiais que estão fardados, armados, munidos e com autorização para atirar em qualquer situação. Atira primeiro, 20 anos depois responde pelo ato, assim está acontecendo no estado de Goiás! O bandido não mais acredita que a policia vá realizar a prisão passivamente, então já recebe a policia á bala, a policia sabendo que o bandido está armado, não pensa duas vezes antes de enviar mais um ao IML. E assim, os noticiários estão repletos de confrontos entre policiais e bandidos, e quase sempre sobra pra um ou outro cidadão que por azar estava próximo á esse fogo cruzado! Pra que essa batalha sangrenta que existe no nosso estado terminar, o legislativo precisa trabalhar e criar leis mais duras em relação ao tempo do infrator na cadeia, há casos que a policia prende o mesmo bandido duas vezes na semana. Isso deixa os policiais sem credibilidade e torna o bandido confiante que, se algo der errado, terá outras dezenas de oportunidades, e que logo retornará ao mundo do crime. Há casos bizarros, bandidos com 3 ou mais condenações, praticando assalto, matando, sendo que estava solto, com apoio da liberdade condicional! Sugiro quê: quem for assaltado, for lesado, ou algo ainda mais extremo, cometido pelos bandidos que foram pra ruas com aval do judiciário poderá cobrar indenização do Estado. Que o estado pague todo prejuízo financeiro, moral, e psicológico, que o cidadão de bem é covardemente submetido. O estado é o único responsável por criar condições para sermos alvo de marginais que já foram presos, julgados e condenados, mas estão fora da cadeia! A grande verdade é que os cidadãos de bem estão sitiados, estão cumprindo pena em liberdade condicional, e não podem de forma alguma descumprir horários estipulados pelos bandidos, portanto, temos que estar em casa até ás 20 horas, sair pra trabalhar pela manhã, e retornar novamente ás 20, nesse período que estamos fora de casa “cela’’, corremos sérios riscos que ocorra assaltos ou sermos vitimas de bala perdida nos confrontos entre policia e bandidos. Há também o risco de sermos atropelados pelos bandidos em fuga ou pela policia em perseguição. Portando, salve-se quem puder, ou mude pra onde os bandidos respeitam a policia e judiciário, onde o legislativo dá suporte ás autoridades. Três Rios é uma possibilidade, por lá a paz reina, há quem manda e quem obedece!
(André Junior, membro – União Brasileira De Escritores/Goiás/Ube-GO)

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