‘Jones era só amor’, diz cunhada de policial civil morto por PM durante confusão em MS

Familiares contestam versão registrada no boletim de ocorrência sobre a morte do papiloscopista em Naviraí (MS).

A professora Olinda Conceição da Silva, cunhada do policial civil morto na madrugada de domingo(13) durante uma confusão em ônibus intermunicipal em Naviraí, município no sul de Mato Grosso do Sul, contesta a versão registrada no boletim de ocorrência: “Jonas era só amor”.
“A morte foi constatada, mas estão querendo matar a memória dele. Ele não é aquilo que está saindo na imprensa. O Jones era psicólogo, trabalhava em clínicas de dependentes químicos e estava trabalhando na Polícia Civil. Então a gente quer justiça, porque se a gente não acreditar na justiça do estado, o que vai ser?”, disse Olinda.
Segundo o boletim de ocorrência, o militar contou que o papiloscopista primeiro pediu para sentar ao lado dele e como percebeu que estava alterado, negou e um tempo depois ligou a lanterna e viu a vítima se masturbando. Ele foi questioná-lo e então houve a discussão com três tiros.
Jones Regiore Borges, de 38 anos, era agente papiloscopista há dois anos e ia três vezes na semana a Naviraí, local onde trabalhava. De acordo com a família, ele teria embarcado no ônibus por volta da meia-noite. O policial era casado havia 15 anos e tinha um filho.
“Estávamos esperando ele ontem de manhã com vida, por ser o Dia dos Pais, por ele ter compromisso com o filho dele, com a esposa dele, com o pai, com a mãe e com a avó de 80 anos que ele ajudava a cuidar”, afirmou outra cunhada, a auxiliar e enfermagem Maria Helena Conceição da Silva.
O cabo da PM, de 30 anos, foi ouvido, teve a arma apreendida e foi liberado. Ele fez exame de alcoolemia, que não apontou consumo de bebida alcoólica. O militar está afastado da função e vai responder a inquérito na corporação sobre a conduta dele, após avaliação psicológica.
Na avaliação será verificado se ele tem condições de voltar ao trabalho e, conforme a Polícia Militar, esse procedimento é padrão em casos de policiais envolvidos diretamente em ocorrências com morte, com apreensão da arma. O militar é lotado na Guarda e Escolta da Penitenciária Estadual de Naviraí.
Fonte: G1

Comente esta matéria

Comente esta matéria

Deixe seu comentário