Justiça Federal marca leilão de bens atribuídos a um dos maiores traficantes da América do Sul

Carro de luxo, bebidas e bolsas femininas importadas estão entre os itens avaliados em cerca de R$ 350 mil, que devem ser vendidos no dia 19 deste mês.

A 23ª Vara Federal de Curitiba marcou para o dia 19 deste mês o leilão de dezenas de bens atribuídos a Luiz Carlos da Rocha. Segundo a Polícia Federal (PF), ele é conhecido no mundo do crime como Cabeça Branca e é um dos principais traficantes de cocaína da América Latina. Ele foi detido em julho deste ano, no Mato Grosso.
Alguns dos itens pertencem também a Wilson Roncaratti, suspeito de ser o braço-direito de Cabeça Branca, que foi preso em Londrina, no norte do Paraná.
Os bens estão em um depósito da PF, em Londrina. Entre os itens a serem leiloados há um sedã de luxo, avaliado em R$ 120 mil, uma moto avaliada em cerca de R$ 30 mil, carros de menor valor, bolsas femininas de marcas famosas, garrafas de vinho e de whisky. A Justiça espera arrecadar cerca de R$ 350 mil com a venda. A lista completa de itens está disponível no site do leiloeiro oficial designado pela Justiça.
Apesar de o valor parecer vultuoso a num primeiro momento, isso representa uma pequena fração do patrimônio atribuído a Cabeça Branca. Para a PF, o homem que estava foragido há cerca de 30 anos acumulou aproximadamente R$ 350 milhões com o tráfico de drogas. O traficante já foi condenado em diversos casos a mais de 50 anos de prisão.
As investigações apontaram que o grupo liderado por Cabeça Branca usava caminhões carregados com soja para transportar as drogas. O dinheiro obtido com a venda da cocaína era lavado em fazendas, onde as drogas eram escondidas. Ainda de acordo com a Polícia Federal, Cabeça Branca mantinha duas casas, uma em Sorriso, no Mato Grosso, e outra em Osasco, na Grande São Paulo, usando identidades falsas.
Além dos itens que serão leiloados, os dois tiveram mais série de bens bloqueados pela Justiça, incluindo fazendas, casas e outros carros de luxo.
Ainda de acordo com as investigações, o criminoso usava o Porto de Santos (SP) para exportar drogas para a Europa e os Estados Unidos e tinha mais influência que outros traficantes, como Fernandinho Beira-Mar e Juan Carlos Abadia.
Procurada, a defesa de Luiz Carlos da Rocha informou que o cliente não terá prejuízo imediato com a venda dos bens, já que o dinheiro obtido será enviado para uma conta bancária, até que as acusações contra ele sejam julgadas em definitivo pela Justiça. A defesa também afirma que os carros não pertencem a Rocha e que as condenações contra ele estão em fase de recurso.
Os advogados de Roncaratti não foram localizados para comentar o caso.
Fonte: G1

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