Justiça manda intimar comandante da GCM de São Paulo em ação sobre desvio de dinheiro público

Carlos Alexandre Braga é réu em duas ações por crimes em 2007. Ele nega as acusações.

A Justiça Federal mandou intimar o comandante-geral da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Carlos Alexandre Braga, nomeado no mês passado pela gestão do prefeito João Doria (PSDB). Ele é réu em duas ações do Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa e desvio de dinheiro da Prefeitura de Paraguaçu Paulista, no interior do estado, em 2007. Braga nega as irregularidades.

Segundo a Procuradoria, Braga participou de um “esquema criminoso” para desviar “recursos federais, o qual consistiria na contratação de um falso curso de capacitação de guardas municipais”.

A Associação das Guardas Municipais do estado de São Paulo, na época presidida por ele, venceu a licitação pelo valor de R$ 222 mil. Segundo o MPF, “a partir daí, os denunciados passaram a simular a realização do curso”.

Na ação, a Procuradoria diz ainda que ficou comprovado que “os guardas municipais eram obrigados a assinar as listas de presença sem terem assistido a qualquer aula do curso”.

Braga virou réu em duas ações: uma por desvio de dinheiro e outra por improbidade administrativa. Na quarta-feira (21), o juiz do caso mandou notificá-lo.

Na manhã desta sexta (23), o comandante da GCM disse que ainda não recebeu a intimação e, por isso, não tem o conhecimento da denúncia. Ele confirmou que a associação que presidiu venceu uma licitação da Prefeitura de Paraguaçu Paulista. No entanto, disse que não houve irregularidades.

“Os cursos foram ministrados, todos foram realizados. Eu não tomei conhecimento ainda deste eventual procedimento, nem mesmo fui notificado. Assim que tiver conhecimento tomarei todos os esclarecimentos necessários”, afirmou.

Ele mostrou um documento já impresso, do Tribunal Regional Federal, dizendo que é ficha limpa, e que vai se defender e permanecer no cargo.

A Prefeitura de Paraguaçu Paulista disse que tem colaborado com a Justiça e aguarda o julgamento do processo.

FONTE: G1

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