Militares são suspeitos de apresentar diploma de graduação falso em SC

Pelo menos 79 policiais militares e 45 bombeiros de Santa Catarina são suspeitos de apresentar diplomas falsos para ingressar na segurança pública do estado.
Há dois meses o Serviço de Inteligência da Polícia Militar iniciou uma investigação para apurar o caso e já elaborou um relatório confirmando a irregularidade. Já o Corpo de Bombeiros informou que está investigando e, caso confirme as irregularidades, tomará as medidas cabíveis.
De acordo com a lei estadual, para fazer o curso é preciso ter o ensino superior completo, mas em pelo menos 124 casos a suspeita é que os diplomas sejam falsos. O relatório, de mais de 300 páginas, confirma a existência de irregularidades.
De acordo com o chefe de gabinete do Comando Geral da PM, João Schorne, ja há a constatação de irregularidades. entre elas a emissão de 79 certificados de alunos que ainda estavam com o curso em andamento. “Esta é considerada uma entrada ilegal, já que há a necessidade do diploma”, afirma ele.
Segundo a PM, os crimes teriam ocorrido entre 2011 e 2012, durante os nove meses do curso de formação de soldados. Os inscritos teriam comprado o documento de uma empresa de Blumenau, no Vale do Itajaí. A instituição é privada e tem convênio com uma faculdade de teologia de Roraima, no Norte do País.
De acordo com o contrato, a empresa catarinense matricula os alunos e oferece estrutura para as aulas de ensino a distância da universidade do Norte. Porém, não tem autorização para emitir certificados, sobretudo a pessoas que não se matricularam ou estão com o curso em andamento.
Para o promotor de Justiça Militar Sidney Dalabrida, os suspeitos devem ser afastados do serviço público e podem responder criminalmente. “Não há dúvida de que esta é uma irregularidade gravíssima. Essas pessoas podem ser excluídas da corporação e também podem ser processadas criminalmente por falsidade documental e uso de documentos falsos”, argumenta o promotor.
Diante do caso, a PM também planeja modificar os processos seletivos. “Logicamente que  após essa experiência a Polícia Militar tem a intenção de, nos próximos concursos, olhar com mais atenção antes mesmo do ingresso do candidato”, complementou o chefe de gabinete do Comando Geral.
A empresa de Blumenau afirmou que vai apresentar ao comando da Polícia Militar os documentos que comprovam a legalidade da instituição, ainda nesta terça-feira (16).
De acordo com a assessoria da PM, o relatório foi entregue no último dia 8 de à Procuradoria Geral da República, à Secretaria de Estado da Segurança Pública, à Procuradoria Geral do Estado e à Polícia Federal, a qual também solicitou a abertura de um inquérito para apurar as possíveis irregularidades das instituições de ensino. (G1).

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