Na CDH, Regina relata violência contra a população de rua

Foi lido nesta quarta-feira (27), na Comissão de Direitos Humanos (CDH), relatório das diligências realizadas pela comissão nos dias 14 e 15 de setembro em São Paulo, para apurar denúncias de maus-tratos contra a chamada população de rua. A CDH foi representada pelas senadoras Regina Sousa (PT-PI), presidente da comissão, e Gleisi Hoffmann (PT-PR).
– Os relatos das mães da Praça da Sé sobre a matança dos seus filhos fizeram todo mundo chorar. O que está acontecendo em São Paulo é um negócio muito sério. Ninguém desconhece a violência contra os policiais, mas parece que está sendo descontado tudo na população mais vulnerável – relatou Regina.
Paulo Paim (PT-RS) aplaudiu a colega por lembrar que os policiais também são vítimas da violência:
– Têm a mania de dizer que a gente só se preocupa com um lado. A gente se preocupa com todos. A agressão covarde contra o ser humano sempre terá a nossa rejeição.
Como evidência de sua preocupação com os militares e suas famílias, Paim apontou seu requerimento de audiência pública para discutir a reestruturação dos salários e das carreiras da categoria, a pedido da União Nacional de Familiares das Forças Armadas e Auxiliares.
Além desse, outros requerimentos de audiência pública, também de Paim, foram aprovados nesta quarta-feira (27). Visam debater temas como o impacto da Emenda Constitucional 95 (teto de gastos) sobre o serviço público e sobre os institutos e universidades federais; a regulamentação dos serviços de transporte individual que competem com os táxis; a gestão pública e o que o senador chamou de “desmonte do sistema previdenciário”; o tratamento da Doença de Parkinson; e a situação do movimento negro organizado, das religiões de matriz africana e das comunidades quilombolas.
Na reunião, Paim, vice-presidente da comissão, anunciou a intenção de conversar com os senadores do Bloco Social Democrata (PSDB, PV e DEM) para o preenchimento das oito vagas (quatro titulares e quatro suplentes) que lhe cabem na CDH. Segundo Paim, é “inadmissível” que não se preencham pelo menos as vagas dos titulares, o que facilitaria a obtenção de quorum para a deliberação sobre projetos de lei.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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