Não contem com a tropa!

Amigos leitores, às vezes as ações dos nossos representantes são ridículas, outras vezes são cômicas mesmo. Isso tudo, é claro, levando em conta os constantes descasos que os mesmos fazem na vida dos associados – as primeiras pessoas a quem estes pseudo líderes deveriam representar e que raramente o fazem.
Já tivemos casos em que aderimos a eventos idealizados pelos representantes que aí estão, fomos punidos maciçamente em de decorrência de um propósito, continuamos com a punição em nossas fichas, e estas pseudo lideranças nada fizeram.
A situação mais gritante, decorrente de tanto descaso, é a escala de serviço que a todos é imposta, bem como as condições precárias de serviço a que a maioria está submetida (e olha que já vamos para o terceiro ano com esta escala “justa é técnica”, que cada vez mais contribui com os altos índices de LTS), mas que até então não foi devidamente combatida. Apenas para ilustrar o quanto a escala está apertada, certa ocasião, durante a confraternização do dia dos pais, ao aproximar-se de dois militares que compareceram ao evento sem o uniforme (eles estavam à paisana), o Comandante Geral quando cumprimentou um deles, disse-lhe: “‘fulano’, como você está barbudo. Você está de folga?”, tendo como resposta do militar a seguinte colocação: “um milagre, meu chefe, um milagre”. O que este militar (que trabalha no QCG) disse, em outras palavras, foi: “eu trabalho tanto, que uma folga é algo que só acontece raramente”.
Outra situação que bem retrata o descaso das nossas associações, é a das condições insalubre dos alojamentos de cabos e soldados em diversas unidades, que não tem qualquer cobrança significativa para modificar a sua realidade, como é o caso do BPRp, que desde o início das nossas atividades tem um vídeo bem aqui ao lado (na coluna), mostrando a sua realidade, e que continuará até que algo seja feito.
Recentemente tivemos os episódios do nosso reajuste salarial, onde há pouco mais de dois anos essas lideranças rejeitaram o percentual de 15%, parcelado, mesmo com a proposta de que os militares do serviço operacional ganhassem um complemento de R$ de 300,00.
Por tudo que temos passando, e outras coisas mais que vivenciamos, pelo que não conquistamos e as lamúrias que a todo momento externamos, é ridículo vermos estes representantes, que nada fazem pela tropa, procurar a imprensa e dizer que (nós) vamos fazer greve (em prol deles) só porque eles fizeram um movimento ridículo, que levou nada a lugar nenhum.
Em seus esperneios, diante da iminência de uma lapadinha, de leve, que não se compara aos mais de 200 dias de prisão que foram impostos à tropa, os quais foram fruto do movimento ocorrido em 05.05.09, agora vemos a cômica seguinte divulgação nos grandes jornais do nosso Estado:
Policiais militares ameaçam nova greve (fonte: Gazetaweb)
Entidades alegam que governo não teria cumprido acordo firmado em junho
As associações de classe que representam os policiais militares se reuniram, na manhã desta quarta-feira (31), para discutir o suposto descumprimento, por parte do governo do Estado, do acordo formalizado em junho passado, que concederia reajuste salarial, concessão de benefícios e a não punição para os PM’s que participaram do movimento grevista há três meses. As entidades não descartam a volta da paralisação.
“Uma nova mobilização não está descartada de forma alguma. Aliás, ela nem esfriou. Como o acordo firmado conosco pelo Estado não foi cumprido, todos nós ainda estamos no clima de antigo movimento. Num dos itens, o governo garantiu que não iria punir nenhum militar que participou daquelas ações, todavia, no último dia 16, o Comando Geral da Polícia Militar instituiu um procedimento administrativo contra mim. Isso foi uma prova concreta de que fomos enganados”, disparou Wellington Fragoso, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal).
Segundo ele, o governo também teria descumprido outros pontos do acordo. “Não incorporou os quinquênios, não elaborou o Projeto de Lei que garantiria reajuste salarial anual de acordo com o IPCA e nem estabeleceu as novas datas-base para a discussão do percentual de aumento”, acrescentou o sindicalista.
Apoio de todas as associações
Wellington Fragoso garante que todas as entidades de classe que representam os policiais militares estão apoiando uma ‘posição mais firme’ contra o suposto descumprimento do acordo, haja vista que o referido documento beneficiaria toda a corporação. “Estamos todos juntos. A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), Associação dos Cabos e Soldados (ACS), Associação dos Praças da Polícia Militar de Alagoas (Aspra), Associação dos Sub-tenentes e Sargentos e até o Sinteal e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão nos dando apoio”, garantiu ele.
O presidente da Assomal disse ainda que, após a deliberação da reunião de hoje, uma comissão de PM’s vai procurar o governo do Estado para tentar um novo acordo. “Queremos dialogar. Se não encontrarmos um denominador comum, o movimento grevista poderá voltar”, explicou.
Bem como:
Servidores elaboram documento pedindo o cumprimento de acordo (fonte: Gazetaweb)
Em reunião nesta quarta, militares falaram em novas mobilizações
As associações militares e os sindicatos que representam os servidores públicos estaduais decidiram que vão elaborar documento coletivo a ser enviado à secretaria de Estado da Gestão Pública e ao Comando da Polícia Militar com informações que põem em xeque acordo firmado há três meses para pôr fim ao movimento que caminhava para uma greve na área da segurança pública.
Os servidores públicos dizem que o Governo do Estado descumpriu acordos feitos com diversas categorias. “A única coisa encaminhada até agora foi o reajuste de 7% para todos os servidores. O resto, nada foi cumprido”, conta Wagner Simas, presidente da Associação de Praças de Alagoas.
O que tem deixado os militares ainda revoltados é a punição aos integrantes da PM que participaram de atos públicos quando se organizava uma paralisação geral em Alagoas. “Nesse documento estaremos informando sobre o descumprimento de acordo e solicitando o comando-geral uma audiência para tratar do assunto. Queremos saber porque não foi acatado acordo que foi homologado”, falou Simas.
Wagner Simas acusa o Comando da PM de promover transferência de policiais nas unidades militares, o que caracterizaria, segundo ele, perseguição.
Nesta quarta-feira, os representantes das associações militares se reuniram na Assomal, no Trapiche, e declararam que podem voltar a se mobilizar caso o Governo não resolva pendências como a concessão de benefícios para a categoria.
Meus caros, nós não podemos esquecer que se hoje vocês se encontram nessa situação, sofrendo na pele o que vocês nunca combateram em relação aos sócios, sem sombra de dúvidas podemos creditar tudo isso à vossas incompetências e à falta de organização que foi uma das características de todos vocês em todas as fases do movimento, se é que podemos chamar o que vocês fizeram de movimento. A bem da verdade, vocês organizam movimentos nos mesmos moldes com que gerenciam as associações por vocês presididas, ou seja, à base do interesse e sem reais compromissos com a tropa, e muito menos com os associados. Vocês, supostos líderes, não tiveram coragem para fazer o que fizeram os briosos guerreiros da PMSE, ou mesmo os da PMPI, que dobram os seus salários. Enquanto vocês pensaram apenas em si mesmos, as pessoas por vocês representadas ficaram relegadas. Razão pela qual, lhes dizemos: não contem com a tropa!
E como prova disso, de que a tropa os apoiará em mais esse fiasco, laçamos aqui um desafio: se qualquer um de vocês (Simas, Soares, Teobaldo, Fragoso), usando das suas supostas credibilidades, conseguirem fazer com que a tropa pare por 24 horas, como forma de apoio a vocês, e basta apenas isso, nós fechamos este blog. Está lançado o desafio!

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