Nessa que meu barco se perdeu…

A lancha que deveria ser utilizada pelo Batalhão de Policiamento Ambiental, e que está parada há mais ou menos três meses, foi uma doação feita pelo Ministério da Pesca e Agricultura em parceria com o Ministério da Justiça, após quatro meses de intensa negociação feita por, ninguém menos, que um dos oficiais mais desprestigiados pela atual gestão no Comando da PMAL.
Essa aquisição, não pelo valor (pois é avaliada R$ 1.300.000,00), deveria ser motivo de orgulho para a PMAL, pois nós somos a terceira polícia a possuir esse tipo de embarcação que é específica para o combate à pesca predatória e pirataria em alto mar, tendo em vista a sua autonomia.
De acordo com o que nos foi informado, “a lancha está equipada com instrumentos de última geração, que nem a Marinha local possui”. Além do mais, “há muitos meses existe no BPA uma programação feita para a embarcação com a participação da Marinha, pois nós temos profissionais habilitados, mas os mesmos não possuem experiência prática neste tipo de embarcação”, o que se caracteriza como um verdadeiro descaso, pois “em parceria com a Marinha ela forneceria dois marinheiros para, em conjunto com a PM, fazer operações em alto mar e ao mesmo tempo treinar os policiais do BPA na parte prática do manuseio”, revelou-nos uma fonte.
Mas, como os leitores já sabem, o que ocorreu foi um verdadeiro descaso com a Unidade e com a embarcação, pois não tiveram interesse em dar continuidade ao projeto por puro descaso.
Hoje em dia, diante desse e de outros descasos mais, a exemplo da falta de diárias para que os militares possam viajar para cumprir missões, vemos o BPA atuar menos do que quando simplesmente tinha status de Cia, no caso, a Companhia de Polícia Florestal (oriunda do 1º Comando de Policiamento Florestal).
Se fizermos uma comparação entre o estado em que se encontra o BPA atualmente, com o período em que o Coronel Ronaldo dos Santos foi o Comandante Geral, veremos que na época do Coronel Ronaldo o combate ao tráfico de animais era uma prioridade. E assim, cumprindo e fazendo cumprir o que está disposto no artigo 225 da Constituição Federal, é de se concluir que aquele comandante fez de tudo quanto pode para – não apenas – criar o Batalhão de Polícia Ambiental, como dar as possibilidades necessárias para que a unidade protegesse e preservasse a flora e os mananciais de danos de qualquer natureza, assim como exercer o controle de explosões florestais, bem como a promoção da segurança e da fiscalização de parques florestais públicos, e proteção de reservas ecológicas e demais atividades de proteção irrestrita do meio ambiente, fazendo destes preceitos uma das metas do seu comando, conforme nos revela a história; ao passo em que hoje em dia nem sequer vemos o atual Comando da PM se mobilizar para – ao menos – por um barco na água. Depois, ainda dizem que pegamos pesado.

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