O “furão”

Em homenagem aos nossos líderes e suas ações “exitosas” e “profícuas” e ao estabelecimento de uma “cultura de parceria” com os “setores produtivos” e nossa sociedade, em detrimento dos que realmente precisam da presença cada dia maior e mais atuante da polícia – os pobres, miseráveis e desprovidos de posses – em especial a proximidade de nosso furão secretário de (in)segurança com os ricos e dotados de poder e nosso constrangido comandante geral que hoje a tarde foi furar “estabelecer uma parceria” de 600 mil reais com membros da aliança comercial no centro de Maceió, queremos que todos conheçam este animal que permeia nosso seio corporativo. Conheçam a figura do “Furão”.
O texto a seguir é uma adaptação da Wikipédia, a enciclopédia livre.
O “furão” é um mamífero corrupto da família dos policiais militaris. Existem diversas espécies de corruptos, sendo a mais conhecida o furão-de-rua (mini-comandus, composto por Comandantus e Patrulheirus Motorizadus), utilizado como animal de estimação em várias unidades da nossa corporação. O termo é geralmente utilizado como referência ao furão-de-rua, descendente do “furão-de-base-comunitária” ou do “furão-escalante-das-OPMs”, mas também há duas espécies de corruptos maiores, conhecidas como furão-grande (Grandus Comandantus Gerales) e furão-pequeno (Comandantus de Unidadis).
Ao contrário do que algumas crenças populares indicam, os furões não são a maioria na nossa corporação e pertencem grupo das lástimas, das quais se incluem os larápios e os pilantras.
História
Não se sabe ao certo quando os furões chegaram à PMAL, embora pesquisas arqueológicas tenham encontrado vestígios de furões desde a sua fundação até a sua explosão populacional, que se dá justamente nos dias de hoje. É incerto afirmar que os antigos generais do exército “criavam” furões, embora seja mais provável afirmar que os comandantes de algumas unidades da capital e do interior, por alturas das suas primeiras incursões às feiras livres e ao comércio, tenham observado a ampla aceitação de suas práticas escabrosas, iniciando assim, naquela época, a adoção de pequenos peculatos-desvios e corrupções ativa e passiva em forma de “ajudas de custo” “profícuas” e “parcerias” “exitosas” com a desculpa de reparar algumas viaturas e ajeitar alguma infra-estrutura aqui ou ali em suas instalações, ante a ausência do poder público legalmente constituído.
É, no entanto, provável que o furão tenha se alastrado do “mizunão” (Coronelus Fechadus), como também é possível que tenha vindo do “afavor-social” (amicus dus pequenos comerciantus), ou, por outro lado, algum tipo de cruzamento híbrido entre as duas espécies. Todavia, estas três espécies apresentam similaridades e diferenças únicas.
Atuação do furão
Durante muito tempo, a principal utilização institucional dada ao furão encontrava-se na caça, uma vez que, dotado de corpo magro e alongado – em outras espécies o corpanzil gordo e avantajado – e uma enorme curiosidade natural e sua disposição de sempre agir em favor do serviço; mas o furão, como os demais animais, adaptou-se às circunstâncias e desde então está apto a entrar em buracos e captar quaisquer valores pecuniários, sejam eles onde estiverem escondidos ou até mesmo atrair da população as e$pécie$ diretamente para suas mãos.
Continua ainda a ser usado para esta finalidade em algumas OPMs, como o 6º BPM, onde estas exitosas parcerias sustentam o Batalhão de toda a sorte de benesses. Os comerciantes locais são considerados pragas e a combinação de uma pequena rede com um ou dois furões continua sendo uma técnica muito utilizada, apesar dos avanços tecnológicos atuais. Contudo, esta prática é considerada ilegal em muitos países (inclusive o nosso), devido principalmente à incerteza sobre a possibilidade de existirem desequilíbrios ecológicos com a sua disseminação (leia-se brigas entre comandantes e subordinados ao partilharem os frutos dessas “furadas”).
Relatos históricos indicam que o TC “alto e gordo” teria enviado furões (chamados de “emissários parceiros”) para a região hoteleira como forma de controle da praga da falta de recursos para a polícia. Um homem bom, certamente.
Já nos dias atuais, os furões teriam sido levados pela primeira vez ao Centro de Maceió, tendo sido usados extensivamente em longos POs desde as 6:30 da manhã até às 18:30 da tarde como forma de proteção das mercadorias dos comerciantes instalados naquele pedaço de mercancia. Tendo sido definitivo para a ajuda realizada pelos parceiros ao Subtenente Cardoso e ao Sargento Célio na melhoria de seus vencimentos mensais.
No âmbito dos grandes comandos, a popularidade deste modus operandi como instrumento de captação financeiro começou, provavelmente, a partir do início da década de 1990, graças à Federação Alagoana de Futebol e a suas escalas extras de policiamento esportivo e suas gordas ajudas de custo ao qual faziam sempre parte da rica dieta dos furões-grandes (Grandus Comandantus), que se dedicaram à locação de furões-de-rua, majoritariamente para pessoas famosas e influentes deste Estado, tendo participado em diversas ações particulares, com uma contrapartida em forma de auxílio “para alimentação e combustível”, obviamente.
Animal de estimação
Dotados de energia, curiosidade e potencial para o caos durante toda a vida militar, vigiam constantemente o ambiente que os rodeia, sendo tão chegados às autoridades quanto aos políticos (desde que, a exemplo destes, o dono saiba “criar” e “cativar” os bichinhos), entregando-se ativamente às propinagens e as subserviências com seus parceiros.
Atualmente, o furão é considerado por alguns como um bicho perigoso para as os empresários, mas a proporcionalidade de problemas relatados é menor do que as ocorrências problemáticas com autoridades ou políticos.
A expectativa de vida pode ser muito variável, mas é habitual centrar a esperança média de vida entre os trinta e cinco anos de serviço ativo, embora em raros casos possam chegar até a precisar ser mandado a força para a reserva.
Perigos identificados
Devido ao fato de serem animais ágeis e curiosos, em ambientes militares têm bastante facilidade em passar por buracos nas paredes, armários ou passar a mão em eletrodomésticos e eletroeletrônicos, onde às vezes podem ser pegos e se “queimar” ou até mesmo responder uma sindicância devido a denúncias anônimas de outros furões invejosos.
É comum ver o furão a contar dinheiro em volumes, geralmente constituídos por notas de 100, ou até mesmo cheques, que se tornam autênticos perigos em caso de saques, podendo obrigar o seu portador a dividir com os amigos ou vir a ficar sem nada. As cotas de combustíveis de viaturas são especialmente frágeis às unhas do furão, sendo que, as condutas de subtração destes são das mais variáveis, e as planilhas da AGESP são por diversas vezes utilizadas como rotas de escapatória.
Ao contrário dos políticos e das autoridades deste Estado, a maioria dos furões quando se encontram perdidos, têm pouco sentido de orientação para retornar ao lar, ficando a mercê de uma transferência para algum outro centro, mas nada que afete ao animal que após o reconhecimento de praxe da situação, acaba eventualmente por continuar as suas atividades naquele ambiente novo e cheio de oportunidades.
Atualmente, em ambiente doméstico, uma das principais causas de “acidentes de percurso” com os furões acabam por ser fruto da curiosidade natural do animal, que, ao se colocar dentro de oportunidades de estabelecimento de parcerias rentáveis, acaba invadindo o espaço de um outro furão maior, o que gera um confronto desnecessário entre ambos.
É importante, por parte dos criadores domésticos, tomar providências com o fim de preparar a casa antes de tomar a decisão de ter um furão como animal de estimação. Diversos criadores aconselham a preparar a casa como uma tarefa contínua envolvendo a revisão cuidadosamente de todas as divisões, remoção de todos os objetos potencialmente perigosos e restrição de acesso a qualquer buraco ou eventual rota de fuga.
Os furões podem ser educados ao pedir, ou simplesmente exigir com grosseria, sendo que muitos criadores tomam medidas no sentido de colocá-los longe das rotas de seus conhecidos e parceiros, com o fim de proteger comerciantes amigos, colocando os furões considerados perigosos em locais distantes e fora do alcance de sua ação.
Atividade
Os furões gastam a maior parte do seu tempo (entre 14 a 18 horas por dia) dormindo, embora, sejam muito ativos ao despertar, explorando persistentemente a área circundante. São crepusculares, ou seja, mais ativos por altura do amanhecer e do pôr-do-sol.
Embora pareçam, não são animais de gaiola. Devem ser criados soltos, ou terem uma área de atuação do tamanho de uma unidade de batalhão pelo menos reservado a estes. Tal como o gato, o furão pode usar uma caixa para suas funções de excreção com um pouco de treinamento. A isto damos o nome de “planejamento operacional”.
São considerados ótimos parceiros do governo em atividades de massacre a seus subordinados e gostam especialmente de “ajudar” seus pares nessa tarefa, embora não devam ser permitidos andar sem vigilância, uma vez que não sentem medo de nada, a ponto de entrarem em situações eventualmente perigosas. Ao serem levados para fora, em funções gratificadas em outros órgãos da administração, necessitam sempre de vigilância, de preferência sendo presos por coleiras especialmente preparadas para furões.
Socialização
Os furões são extremamente sociais entre si, entregando-se às brincadeiras e atividades com outros furões da mesma turma com bastante facilidade.
São considerados monogâmicos, sendo que, é comum observar que, após a queda de um dos seus chefes, o furão sobrevivente frequentemente perde seu “cantinho” passados alguns dias, provavelmente por motivos de solidão ou depressão. Por esta razão, os principais criadores recomendam a colocação de três (comandante, subcomandante e P1) juntos como forma de evitar a morte por solidão, sendo que, no entanto, a criação de furões solitários é possível desde quando acompanhada de perto com bastante atenção e disponibilização de tempo para reuniões e ações em conjunto.
Os furões são por vezes observados em atividades lúdicas com secretários de Estado e pequenos políticos, mas é recomendado bastante cuidado sempre que possam estar em companhia de políticos desconhecidos, particularmente do partido adversário do governo ou outras raças desenvolvidas ou treinadas com habilidades para a caça de animais do tamanho do furão.
Dificilmente os furões conseguirão socializar com empresários e comerciantes, uma vez que estes fazem parte da sua cadeia alimentar natural.
Convivência com Políticos
Os furões podem ser maravilhosos animais de estimação para os políticos. Contudo, é recomendado vigiar com atenção os políticos menores. Com o passar dos anos estes políticos devem ser ensinados a cuidar do furão e segurá-los naquela assessoria, como com qualquer outro animal doméstico.
Muitas vezes os políticos tratam furões como amigos e tentam abraçá-los com força, o que pode sufocar o animal, provocando uma tentativa de fuga em pânico, possivelmente gerando arranhões ou mesmo mordidelas em situações extremas. É recomendado observar de perto a convivência entre os furões e os políticos inexperientes para a proteção de ambos.
Dieta
O furão é um animal corrupto, mas também gosta de pedras preciosas, joias, eletrônicos, tênis de marca, materiais de construção, combustível, viaturas, celulares funcionais e materiais oriundos dos aprovisionamentos da DAL.
Existe no mercado uma grande oportunidade para furões em lojas espalhadas por toda Alagoas.
De uma forma geral, os furões preferem em espécie, tais como Reais, Dólares, Euros. Mas alguns aceitam cheques ou depósitos em contas correntes. Tais condutas devem ser evitadas ou a incapacidade do animal em prestar contas à Receita Federal destes mimos podem provocar problemas sérios, tais como Conselhos de Justificação, Sindicâncias e outras.
Cuidados frequentes
Os criadores recomendam uma inclusão ao quadro de acesso pelo menos uma vez por ano, sendo que os furões costumam esconder com sucesso os sintomas de doenças. É recomendado observar qualquer comportamento fora do comum, a fim de efetuar uma “rasteira” na ordem de classificação.
Manutenção física
A maioria dos furões-grandes muda de “pêlo” duas vezes por ano, uma em fevereiro e outra em agosto, sendo que, durante estes períodos, pode acontecer a mudança por escolha, merecimento ou antiguidade.
A concessão frequente de diárias e a manutenção de uma boa classificação de função é outra das principais recomendações para o bem estar do furão.
No Âmbito da PMAL
A legislação castrense Alagoana não “proíbe” a criação de furões, desde que se tratem dos grandes furões ou dos furões pequenos. Furões-de-rua que não estejam a serviço de Grandes-furões estes sim são totalmente proibidos. Porém, tendo em vista que em Alagoas os furões não têm predadores naturais, pode facilmente ser considerado como praga em caso de proliferação descontrolada.
Em “homenagem” também ao pedido desta “ajuda de custo” para o aumento de 40 PMs no comércio, e pela teoria de que polícia se faz com parcerias “exitosas” e “profícuas”,  vamos dar uma olhadinha nesse vídeo e ver a sociedade ideal de nossos comandantes.

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