O que houve no 7 de setembro

Gostaríamos de, em princípio, parabenizar a cada Policial Militar que fez a sua parte no desfile da independência. Ao mesmo passo, informamos que estamos formatando as nossas próximas manifestações, uma vez que estamos órfãos das associações – vamos fazer a nossa parte e derrubar este comando opressor.
Prestando contas do que aconteceu no desfile
Senhores, a Polícia Civil boicotou o desfile em peso. Estes sim, verdadeiros guerreiros, são mais corajosos que meia dúzia de praças e oficiais covardes que ainda temem algum tipo de retaliação por parte do perverso Luciano “Malvadeza”.
Os valorosos membros da coirmã investigativa atrasaram-se meia hora para o desfile e saíram apenas com 20 veículos. As unidades especializadas que estavam previstas para desfilar e apresentar uma evolução, como no ano passado também fizeram a sua parte e esta não houve. Ponto para a Polícia Civil que também não aceita o descaso com que é tratada. Estamos juntos companheiros!
Quanto a nós, Militares, a adesão ao chamado do BEF (clique aqui) também foi maciça. O efetivo que estava escalado para o desfile oriundo das unidades do organograma do CPC apresentou-se como o combinado: com fardamento antigo e apresentado desgaste – e estes juntamente comigo foram retirados do desfile e colocados para fazer policiamento ostensivo ao redor do evento, mas longe dos olhares da imprensa. Em resumo: os guerreiros que corajosamente foram com suas fardas velhas, mostrando toda a revolta com o estado atual das coisas na nossa casa foram afastados das autoridades e proibidos de desfilar, o que não foi ruim porque não queríamos desfilar de graça, pois não somos palhaços.
Acontece que depois do desfile fomos colocados injustamente para fazer serviço normal de P.O., extra, assim como serviço motorizado. Pergunto: quem vai nos pagar essa “hora extra” forçada? O tempo da escravatura já se acabou a muito.
A imprensa, marrom como sempre, resumiu-se a filmar apenas os 97 alunos do CFP, além do Alunos do CAS, mas a tropa convencional foi um fiasco. Parabéns a todos.
Outra forma de protesto também marcou o desfile. Foi a presença de membros da nossa caserna trajando uma camisa com os seguintes dizeres: Puta Merda (na frente, com as letras P e M grafadas em evidência), sendo que nas costas estavam os seguintes vocábulos: “Quando as meninas comandam, quem chora são os homens”.
Aguardem senhores, pois até a quarta-feira divulgaremos o novo modus operandi da manifestação do dia 16 de setembro. Contamos com a adesão de todos!
E o Batinga, hein?
Estava eu de extra no Tribunal de Justiça, no evento sobre segurança pública, quando chega o todo poderoso Coronel Gilmar Batinga. Ao perceber a sua presença e ao notar que estava armado, o Presidente do TJ determinou a um cabo que trabalha no tribunal que fosse até o colérico Gilmar e recolhesse a sua arma. E lá se foi o cabo cumprir a ordem.
– Coronel, bom dia! O senhor não pode ficar amado aqui. O senhor vai ter que deixar a arma comigo.
O Batinga, com aquele sentimento crasso que lhe é peculiar, ao ouvir do cabo que deveria desarmar, disse: “Bicho,  eu sou coronel, e sou seu superior, e você tá dizendo que eu tenho que  desarmar?”
– Sim, Comandante, essa é a ordem do Presidente do TJ, Além do mais, ele também disse: “ninguém, nem o Comandante da PM, pode ficar armado na solenidade”, e eu tô aqui pra isso. Qualquer coisa, coronel, ele disse para “que eu não discutisse, e apenas levasse ‘o caso’ direto pra ele”.
Depois dessa…
O Batinga saiu de fininho, mas sem se nada dizer ao cabo. Instantes depois, voltou desarmado (ele deve ter pensado: “eu até desarmo, mas não com o cabo”).
Quem diria hein, Gilmar? Perdeu pro cabo!

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