O que a tropa espera dos seus representantes

O perfil ético dos nossos representantes é algo fundamental para a tropa
Finalmente alguém teve coragem de falar a verdade sobre as roubalheiras que acontecem dentro da PMAL. As declarações do Coronel Ivon foram um alento para todos os policiais militares que há anos vinham se revoltando com as irregularidades que eram cometidas na Caixa Beneficente dos Servidores Militares do Estado de Alagoas.
Sabemos que ninguém é perfeito, principalmente em nossas vidas particulares, e que a probidade administrativa para lidar com o que é publico é uma exigência para os gestores, não sendo admissível pairar nuvens negras de dúvida sobre a idoneidade de quem está à frente.
Por muitos anos, vimos nossa Caixa Beneficente ser vilipendiada por administradores mau-caráter, e um desses era o Coronel Goulart, que por onde passou deixou estragos financeiros consideráveis. Até na APMSAM, onde o mesmo foi responsável pela formação de novos oficiais, esse oficial superior mostrou o lado perverso do desvio de conduta. Segundo relatos, de sua época a frente da Unidade de Ensino Superior da PMAL, não existe nenhuma prestação de contas, e as que foram apresentadas, estão hoje incineradas para que não fossem comprovados gastos estranhos, tais como a compra de “Herba Life” com o dinheiro da taxa acadêmica.
Mas voltando ao atual gestor da Caixa, esse deveria ser o exemplo a ser seguido por nossos oficiais superiores, não sendo passivos e extremamente manipuláveis pelo poder. Como seria bom que tivéssemos um comandante com este perfil, mostrando onde se encontram os erros da instituição e que fosse feito uma moralização da nossa Briosa. Porém a realidade está longe de ser esta, pois hoje o perfil de ser Comandante Geral da PMAL é de um oficial babão e “chumbeta”, sendo que aqueles que não têm este perfil são excluídos de uma possível assunção ao posto máximo da PM alagoana.
Ser capacho de politico é condição sine qua non para ser elevado ao maior posto da corporação. Deve-se ser subserviente ao extremo e jamais contestar qualquer ordem ou injustiça cometida contra a sua tropa, jamais brigar por melhorias salariais e mentir a favor de quem hoje governa, mesmo que possa ser desmentido veementemente pelos números da violência galopante.
Talvez por isso oficiais como os coronéis Marinho, Bugarin e Ivon não tiveram e nem nunca terão a vez nesse governo, pois estes acima não compactuariam com algumas atitudes e nem sequer seriam humilhados pelo atual secretário da SEDS, que hoje manda mais na PM do que o Comandante Geral, que não tem força nem para trocar um Comandante de Unidade.
Uma troca de comando por algum desses nomes citados, enfraqueceria o Dadá, o que para as pretensões dele, seria um fiasco. O governo não pode ter uma tropa que questione absurdos e injustiças, e hoje Dário, o Cesar, consegue abafar os anseios da tropa colocando um comandante marionete para estar à frente de uma instituição massacrada.

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