Os efeitos da “gestão empresarial”

Parece brincadeira, mas apesar de todas as críticas que recebe o Secretário Dário Cesar continua a aprontar das suas, traindo até o próprio discurso de “tornar a SEDS um modelo de eficiência e gestão de recursos para a segurança pública dos alagoanos”.
Eis que mais uma vez, esse trapalhão, juntamente com o restante de sua equipe, conseguiu perder vultosos recursos tão preciosos para Alagoas investir na melhoria da segurança pública. Será que é porque aqui não se precisa de recursos? Para que amigo leitor compreenda melhor do que falo  clique aqui.
A verdade é que por detrás de todo esse discurso bonito, de “gestão empresarial”, “exitosa” e “profícua”, existe uma total desorganização para planejar, investir e colocar em prática qualquer coisa que possa barrar a galopante violência a qual estão expostos os alagoanos, ou, como bem reconhece o secretário, “que é irradiada para muitos que o seguem”.
Existem vários locais dentro das instituições da SEDS que demonstram claramente a incompetência desses pseudos-gestores. É constante a falta ou corte das cotas de combustíveis para as viaturas, não esquecendo os diversos equipamentos da PMAL e do CBMAL que ficam quebrados por falta de uma simples manutenção, redes de rádio deficientes, com aparelhos velhos e sucateados, informatização capenga e fornecimento de alimentação totalmente em desconformidade com o que prega a Vigilância Sanitária.
Nesse último ponto, temos um dos maiores ralos de desperdício e desvio de material dentro de toda a PMAL. Muitos já ficaram ricos vendendo ou desviando alimentos (de baixa qualidade) que deveriam ser utilizados para prover as refeições dos policiais militares que laboram nas escalas desumanas no Estado de Alagoas.
Essa é a verdadeira Caixa de Pandora da “gestão empresarial” de todos os que passaram à frente da PMAL. É explícita a baixa qualidade do que é fornecido, mas quando da licitação, os itens são de primeira linha e se paga por isso, mas o que chega ao prato do praça velho é frango velho e arroz aos montes. E ainda tem nutricionista que defende essa alimentação… Lamentável.
Quem trabalha no interior conhece bem como a famigerada “feira” chega e em que condições a mesma é transportada de Maceió para as unidades do interior do Estado. Desperdício total de recursos, pois gasta-se combustível para pegar a alimentação, deslocam-se homens e viaturas que deveriam fazer a segurança da sociedade para pegar comida em Maceió, deixando cidades com o policiamento deficitário e em casos, muitas vezes até sem policiamento.
O pior ainda é a enorme quantidade de desvios que existem durante o trajeto e até na própria unidade, feitas por praças, oficiais e até comandantes de unidades, fazendo com que a quantidade de alimento a ser oferecido ao policial seja ainda menor.
Quanto às condições de preparo, reza-se todo dia para que a Vigilância Sanitária passe longe das unidades, pois com certeza não sobraria nenhum rancho aberto nesta polícia, face às enormes deficiências no quesito higiene. Mas existiria um lado positivo nesse fechamento, pois dezenas, quiçá centenas de praças que hoje preparam a alimentação nos quartéis teriam de ser deslocados para o serviço operacional.
Passadas décadas, nenhum gestor procurou ou pensou em melhorar essa pratica lesiva aos cofres do Estado e a saúde da tropa. Nem sequer cogita-se atualmente sobre o pagamento de tickets alimentação a tropa ou a terceirização do fornecimento da refeição. Para quem preza por total eficiência no serviço público, isso parece ser uma prova de mais incompetência dos nossos trapalhões da SEDS e PMAL.

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