Peculato, Desvio ou “Esquecimento”?

O clima tende a esquentar entre o Comando da PM e Subordinados que trabalharam em escala extra no último final de semana e o motivo é um só: as diárias operacionais que o Ministério da Educação disponibiliza como ajuda de custo para pagamento desse serviço não foram repassadas aos Militares que realizaram o serviço.
No final de semana passado, milhares de estudantes em Alagoas submeteram-se ao Exame Nacional do Exame Médio, cuja fiscalização ficou ao encargo dos orgânicos do CPC e CPI.
Tradicionalmente o MEC, através do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) solicita em todos os Estados da federação o efetivo das Polícias Militares para o reforço na segurança visando a aplicação da prova que nos últimos anos tem servido como parâmetro de acesso para as universidades federais ou estatais – muitas universidades particulares tem usado o exame como critério de ingresso – e eis o motivo de tanta importância dispensada pelo governo federal para o evento.
Via de regra é estabelecido um convênio, onde o MEC dispõe do valor em combustível e diárias e o governo do Estado através de suas polícias fixa o efetivo e emprega os membros através de escalas, gerindo o dinheiro e devendo realizar o repasse integral aos policiais que se deslocarem ao interior ou que estiverem submetidos a escala em regime extra.
Entretanto, temos recebido dezenas de denúncias por e-mail (briosaemfoco@hotmail.com) de que o Alto Comando da PMAL teria apropriado-se do dinheiro do ENEM e deixado os PMs a ver navios.
Diante do confronto diário dos membros do efetivo aos oficiais que entram de serviço, a respeito do pagamento das diárias trabalhadas, o comando afirma que as diárias operacionais estaduais (no valor de R$ 36,00 Reais) serão pagas até a próxima sexta-feira.
A pergunta que não quer calar é: Se foi firmado convênio, e veio o valor das diárias (que comparadas com os anos anteriores, cujo valor foi de R$ 50,00 Reais, algo que soa como piada aos ouvidos da tropa), ONDE ESTARÁ O DINHEIRO?
Cobramos a transparência de tudo que foi feito na realização do ENEM e não que esta seja mais uma maracutaia que fique às escuras, trancadas em reuniões dos barões da PMAL.

Com a palavra o Comandante Geral e os Comandantes Operacionais.

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