Pezão promete levar 2 mil policiais para as ruas do RJ a partir desta quinta e nega que irá acabar com UPPs

Estado pagará, a partir de hoje, R$ 22 milhões ao Regime Adicional de Serviço (RAS) e Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis). Regime de metas será retomado nos batalhões da Polícia Militar e também nas delegacias.

Com o pagamento de Regime Adicional de Serviço (RAS) e Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis), será possível ter mais 2 mil policiais militares por dia nas ruas do Rio. A a afirmação foi feita pelo governador Luiz Fernando Pezão durante entrevista no início da tarde desta quinta-feira ((8). Ele também negou que irá acabar com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Pezão disse que poderá voltar a pagar R$ 76 milhões em atrasados a partir de feveiro, em 4 parcelas, com recursos próprios, graças ao aumento de 11,5% arrecadação. Com isso, retomará o programa de metas em batalhões e delegacias.

Pezão disse torcer para que essas medidas diminuam os índices de violência no estado. Ele afirmou que, sem as parcerias, isso não será possível. Ele cita o apoio da Polícia Rodoviária Federal, com apreensões de armamentos.

Ele afirmou, ainda, que nos primeiros 15 dias de março deve colocar em dia o 13º salário de 2017. Até 16 de fevereiro, todo o funcionalismo público estará com os salários quitados.

“Serão quase R$ 200 milhões para a segurança. Fizemos a recuperação e hoje temos dinheiro para assumir que vai pagar”, comentou o governador, lembrando que haverá um total de 17 mil policiais nas ruas durante o carnaval.

A Secretaria de Segurança também comprará mil carros novos – desse total, 200 serão blindados.

Ainda de acordo com o governador, as baías de Angra, Sepetiba e Paraty terão patrulhamento especial das forças federais de segurança para combater tráfico internacional de drogas.

Pezão comentou sobre a atual situação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ele negou que o programa esteja em decadência e negou que irá encerrá-lo.

“Eu não acho que a UPP fracassou. Pode ser redimensionado. Pode ter sofrido um abalo, como toda a área de segurança está sofrendo no Brasil inteiro. Aqui, três facções mais milícias disputam territórios conflagrados. Não é fácil”, avaliou Pezão.
O governador afirmou que torce para que essas medidas diminuam os índices de violência no estado. Ele afirma que sem as parcerias isso não será possível. Ele cita o apoio da Polícia Rodoviária Federal, com apreensões de armamentos.

Outras medidas
Na mesma entrevista, o secretário de Estado de Segurança Pública, Roberto Sá, anunciou outras medidas:

Criar um plano de combate a roubo de cargas adiantado em entrevista ao G1 em janeiro, com módulos na Baixada, Região Metropolitana e vias expressas.
Transformar o Batalhão de Grandes Eventos em uma unidade de rondas especiais.
Aumentar o perímetro de atuação das UPPs em conjunto com os batalhões de cada área.
Mudar lógica da aeronave da PM: radiopatrulhamento aéreo de vias expressas e áreas de turismo. Um radiopatrulhamento para cada Área Integrada de Segurança Pública.
Fazer planejamento de um plano modular de Segurança para toda a área turística, desde Cabo Frio até Paraty.
Aumento do policiamento na Baía de Guanabara, nos aeroportos e nas zonas turísticas (Sepetiba, Angra, Parati) pelas forças federais.

Em janeiro, o G1 mostrou que a Baía de Guanabara praticamente não tem policiamento e que a área é uma das principais portas de entrada de armamento no Rio de Janeiro.

Durante a coletiva, Sá fez comentários sobre o grande número de fuzis apreendidos no Rio de Janeiro.

“Não tem sido suficiente no Brasil as ações de polícia nas consequências. Foram 499 fuzis apreendidos, 83% estrangeiros. Este ano, já apreendemos 65 fuzis, com 42 policiais feridos e cinco mortos. Isso gera sensação de impunidade no criminoso. O Brasil não pode aceitar fuzil na mão de criminosos”, afirmou o secretário.

Fonte: G1

Comente esta matéria

Comente esta matéria