Plano “B”

Andei pensando sobre todos esses movimentos nas coirmãs… Muito parecido com a “Primavera Árabe”, que se alastrou pelo Mundo Árabe. Será que todos estes movimentos de policiais militares é uma tendência que irá se alastrar pelas coirmãs?
Outro dia conversei com uma conhecida que trabalha na FN (Brasília), e ela me confidenciou que desde o início de janeiro, o setor de inteligência da FN (SENASP) vinha acompanhando o desenrolar do movimento da PMSE, assim como vem fazendo com outros movimentos. Ainda no que se refere ao vizinho Estado, existiam até planos de contingência para o caso da PMSE entrar em greve antes do Pré-Caju.
Ao que parece, a inteligência da FN acompanha de perto todos esses movimentos de reivindicações das PPMM, e quando tem uma chance real de algo acontecer, eles já têm um “Plano B” para ser rapidamente colocado em prática, vide o exemplo da Bahia – onde em menos de 72 horas foram enviados (incialmente) mais de 150 policiais da Força Nacional para Salvador; mas esse número, até o fechamento desse texto, gira(va) em torno dos 500. Disso, é de se perquirir: se cerca de 10 mil policiais militares aderiram ao movimento, o que corresponde a uns 30% do efetivo da PM baiana, vocês acham que 500 militares da Força vão dar conta do recado? Além do mais, se com apenas parte do efetivo dos militares locais em greve já está o caos em Salvador, imagina se 50% aderissem.
Acontece que no caso de Alagoas, o setor de inteligência da FN não acredita muito na capacidade de mobilização de nossas associações, então não existe sequer um “Plano B”. E isso nos mostra o seguinte: o descrédito da ACS, ASSMAL e ASSOMAL (e qualquer uma das outras associações) é tão grande que já não existe mais fronteiras.
Minha amiga não quis me dar maiores detalhes sobre essa avaliação das nossas associações e me pediu (na verdade implorou) para que não falasse sobre os “Planos Bs” por parte da inteligência da FN. Eu não sei por que tanto medo; para que tanto cuidado com essa informação se nós nem mesmo conseguimos nos organizar a ponto de impormos respeito?
Passados quase três dias da reunião dos presidentes das associações, os mesmos não visitaram nenhum batalhão e nem se quer pensam em fretar ônibus para levar a tropa do interior para participar da assembleia da próxima quarta. Uma infelicidade, pois deixaremos passar mais essa oportunidade.
Um adendo, o governador sequer sinalizou com os 7% residuais, mas o seu secretário acenou (extraoficialmente) com os 6% do IPCA, sendo que ele poderia tentar com o Téo que fosse dado mais um ou 2 % como ganho real… Uma piada de mau gosto.

Comente esta matéria

Comente esta matéria

Deixe seu comentário