PM afasta oficial responsável por comandar ação que terminou com jovem morto em baile funk de Campinas

Corporação informa que policial deixou as ruas para exercer funções administrativas, e que caso é acompanhado pela Corregedoria e pela 2ª Seccional da cidade.

A Polícia Militar afastou das ruas o oficial responsável por comandar a ação na madrugada do dia 5 de agosto que terminou com um jovem baleado e morto por um tiro em um baile funk no Jardim do Lago, em Campinas (SP). A Polícia Civil e a Corregedoria da PM apuram o possível envolvimento de integrantes do Batalhão de Ações Especiais (Baep) no crime.
Roney Silva Mota, de 24 anos, teria ido ao baile procurar um primo, quando foi atingido e morto. Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que o “oficial está afastado das ruas e desempenha atividades administrativas.”
“Todas as circunstâncias do fato seguem em investigação por meio de inquérito policial militar instaurado pelo 47° BPM/I, que é acompanhado pela Corregedoria. O caso também é investigado pela 2ª Delegacia Seccional de Campinas por meio de inquérito policial”, diz a nota.
Tesmunhas afirmaram à EPTV, afiliada da TV Globo, que policiais militares fizeram disparos durante a festa e houve tumulto.
“Foi a hora que os povo [sic] desceu a rua correndo. Aí foi na hora que as polícia chegou atirando […] Um policial foi e parou na frente do carro que eu estava, aí foi que ele pôs a cabeça pra fora e deu um disparo. Aí quando foi mais um pouco lá para frente, eles deram outro disparo para assustar os pessoal [sic] que estava escondido nos carro [sic]. Se não fosse os carro [sic] que tava lá, tinha certeza que tinha pegado mais gente lá, porque eles desceu [sic] atirando”, lembra a testemunha.
A vítima foi socorrida ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, mas não resistiu. A testemunha, entretanto, afirma não ter certeza se a bala que atingiu Mota partiu de arma usada pela PM.
“A polícia deu disparo, só que esse disparo eu não sei… Se já tinha acertado ele, se acertou ou se ele já estava caído no chão”, explica. Em uma rede social, frequentadores da festa criticaram a polícia.

Apurações

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do estado
(SSP), policiais do Baep foram levados ao 47º Batalhão da cidade, onde foram
ouvidos por integrantes deste grupo e da Corregedoria, que atuam na capital
paulista. Um inquérito foi aberto e outras duas testemunhas foram chamadas.
Segundo
apurou o G1 e a EPTV, uma equipe do Baep fazia uma operação na área
do baile quando houve a confusão. Os PMs usaram balas de borracha e bombas de
efeito moral para controlar a situação, e a morte do jovem teria ocorrido em
seguida. Um vídeo mostra que a festa estava cheia.
“Devido
aos relatos de possível participação de policiais militares do 1° Batalhão de
Ações Especiais […], o 47° Batalhão de Polícia Militar do Interior determinou
instauração de inquérito policial militar para apurar o caso, que será
acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar” diz nota da SSP.
Cerca
de 20 PMs teriam sido levados ao batalhão para esclarecimentos, contudo, a
assessoria da SSP não confirmou o número de policiais que prestaram depoimentos
no 47º Batalhão.

Ainda
de acordo com a secretaria, a vítima foi levada ao hospital por familiares e o
caso será investigado pela Polícia Civil na 2ª Delegacia Seccional, onde a
ocorrência foi registrada.
Fonte: G1

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