PM que fez disparos em show de Gusttavo Lima em MT vai responder em liberdade

Soldado ficou detido por um dia no batalhão e foi liberado pela corregedoria. Show do cantor sertanejo foi interrompido após os disparos, em Rondonópolis.

O soldado
da Polícia Militar, que foi teria feito disparos durante o show do cantor
Gusttavo Lima, no final de semana em Rondonópolis
, a 218 km de
Cuiabá, vai responder pelo caso em liberdade. Raimundo Henrique Leal dos
Santos, de 22 anos, teria se envolvido em uma briga generalizada e foi preso
pelo major da PM Roosevelth Oliveira Escolástico, de 38 anos, que presenciou a
confusão. O soldado nega que participava da briga e afirma que foi
agredido
.
Segundo a
assessoria da Polícia Militar, foi aberta uma investigação na Polícia Civil e
outra pela Polícia Militar. Os dois policiais estavam de folga e assistiam ao
evento. A Polícia Civil autuou o soldado pelo crime de disparo de arma de fogo
e arbitrou fiança no valor de um salário-mínimo.
Raimundo pagou a fiança e saiu da delegacia no mesmo
dia. No entanto, por também responder por um crime militar, Raimundo foi
encaminhado pela PM até o batalhão. De acordo com a PM, a Corregedoria da
corporação entendeu que só será realizada a detenção ou qualquer punição do
militar depois da apuração e conclusão do que ocorreu no dia do show.
Raimundo e Roosevelth vão responder inquéritos pela
civil e pela militar. Conforme a corregedoria, tanto o soldado quanto o major
vão trabalhar normalmente nas funções até que a corporação tome alguma medida
durante a apuração.

 

Show Gusttavo Lima

A situação ocorreu no ‘Festival Rebouças’,
no Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias, na zona rural de Rondonópolis.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Gusttavo Lima
percebe os disparos e sai do palco.
Segundo a organização, 3 mil pessoas assistiam ao show
do cantor Gusttavo Lima no momento da confusão.
“O soldado diz que estava no show e teria ocorrido uma
briga próximo ao local onde ele estava. Ele diz que foi atingido por uma
garrafa na cabeça e, assim que ele caiu [no chão], começou a ser agredido.
Depois, ele diz que fez disparos para o alto para que cessasse a agressão e a
briga”, disse ao G1 o
delegado Vinícius Francisco Prezoto.
Já o major da PM reafirmou que estava no show e abordou
o soldado depois que o viu sacar a arma e fazer os disparos para o alto. Ao ser
abordado, Raimundo reagiu e foi baleado na perna.

Caso de Nova Xavantina

O major Roosevelth Escolástico foi
investigado, em abril deste ano, suspeito de ter sido o autor do disparo que
matou o estudante de engenharia Renan Luna, de 22 anos,
assassinado na saída de uma festa universitária em Nova Xavantina
,
a 651 km de Cuiabá. Na época, ele era comandante da 3ª Companhia de PM em Mato
Grosso.
Luna foi
morto a tiros quando deixava a festa, por volta das 4h do dia 9 de abril. Ele
chegou a ser levado para um hospital e recebeu atendimento médico, mas não
resistiu. Três pessoas foram presas suspeitas de terem atacado e ameaçado o
policial militar durante uma confusão na festa.
Naquela época, o major disse ao G1 que
fez disparos em direção ao chão
. A Corregedoria da PM disse ao G1 que
exames de balística, na época de apuração dos fatos, constataram que o projétil
não era compatível com a arma do major. O processo está na Segunda Vara
Criminal e Cível de Nova Xavantina, ao qual o major consta como vítima nos
autos.
Fonte: G1

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