PM suspeito de atirar em turista na Rocinha é solto

A Divisão de Homicídios pediu a prisão preventiva dele, o responsabilizando pela morte de Maria Esperanza. Liberdade provisória foi decidida em audiência de custódia.

O tenente Davi dos Santos Ribeiro, apontado como o autor do tiro que matou a turista espanhola na Rocinha, ganhou liberdade provisória nesta terça-feira (24). As informações são do Tribunal de Justiça do Rio, após audiência de custódia.
A Divisão de Homicídios pediu a prisão preventiva dele, o responsabilizando pela morte de Maria Esperanza, de 67 anos.
O magistrado elogiou a conduta do policial ao longo da carreira, mas determinou qeu ele fique afastado do policiamento ostensivo citando inclusive o abalo psicológico.
“A prisão do custodiado não se justifica em decorrência de eventual divergência entre depoimentos de testemunhas, até porque não o menor indício de que o mesmo possa estar atemorizando testemunhas. Não há espaço para a prisão preventiva em decorrência da gravidade do delito”, diz o texto.
Davi também não poderá ter contato com testemunhas e ficará restrito ao trabalho administrativo na PM.
“Forçoso reconhecer que a ordem pública não se confunde com o clamor popular. Neste contexto, se de um lado, o trágico acontecimento repercutiu nesta Capital e no Mundo, fato é que o custodiado estava trabalhando, possui imaculada ficha funcional, não havendo indícios de que solto possa reiterar o comportamento criminoso ocorrido à luz do dia”.
O tenente é lotado no 5°BPM (Praça da Harmonia) e estava cedido ao 23°BPM (Leblon) em virtude do reforço no policiamento da região desde que começou a guerra na Rocinha.
De acordo com a corporação, ele tem 30 anos e esta foi a primeira ocorrência de sua carreira que resultou na morte de alguém.
Ribeiro estava com outro oficial e um soldado, que deu um tiro para o alto e responderá apenas pelo crime militar de disparo de arma de fogo. A DH não autuou o soldado, nem pediu a sua prisão.
Os dois policiais militares passaram a madrugada desta terça-feira prestando depoimento na Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Eles afirmam que o carro não respeitou o pedido de parada. O guia do grupo de estrangeiros afirmou que não viu os policiais.
Os depoimentos acabaram por volta das 5h. As armas dos dois foram recolhidas e passarão por perícia. O advogado do soldado disse que o tenente atirou contra o veículo e acabou matando a espanhola. Eles serão levados para o Batalhão Prisional da PM.
Fonte: G1

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