PMs de Tubarão terão as abordagens gravadas por microcâmeras em coletes

Policiais usarão o aparelho por seis meses. Imagens serão analisadas por três universidades.

Policiais militares de Tubarão, no Sul do estado, começarão a usar câmeras nos coletes para que as abordagens sejam filmadas a partir desta sexta-feira (24). A iniciativa faz parte de um projeto-piloto lançado nesta quinta (23). As imagens serão analisadas por três universidades, do Brasil e do exterior, como mostrou o NSC Notícias.
Cinco microcâmeras serão usadas para gravar as ações dos PMs de Tubarão. Os aparelhos têm um rastreamento GPS e gravam som e imagens em alta definição, podendo registrar ainda as imagens à noite. A gravação começará quando o PM for atender uma ocorrência.
As imagens vão ser baixadas em um servidor criptografado, que evita o risco de vazamentos. A iniciativa é de uma Organização Não Governamental (ONG) que promove os direitos humanos.
“A investigação da universidade foca muito no comportamento humano. Ou seja, se o cidadão, ao se deparar com um policial militar, sabendo que ele está gravando toda aquela ocorrência, aquela intervenção, se ele vai colaborar mais ou não com a Polícia Militar”, disse o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Silvio Roberto Lisboa.

Mais câmeras

A PM pretende distribuir mais 130 câmeras para outras quatro cidades do estado até o começo de 2018 e quer que até 2019 todas as patrulhas de Santa Catarina tenham um equipamento do tipo, o que vai custar R$ 6 milhões.
“Essas câmeras são utilizadas para gravar todas as interações, seja a aplicação de uma notificação de trânsito, seja a verificação de um ponto de droga, seja a prisão de alguém procurado. O que se objetiva é que todas essas interações gravadas deem maior legitimidade ao nosso trabalho, maior eficácia pela coleta de melhores provas e subsídios para a gente melhorar o nosso treinamento e os nossos protocolos”, disse o sub-comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto Araújo Gomes.
Para o promotor de Justiça Osvaldo Cioffi Junior, o monitoramento vai ser um aliado nas investigações. “Elemento de prova a mais que nós passamos a ter à disposição para que seja apurada efetivamente a veracidade dos fatos. E, com isso, o processo judicial alcance o objetivo real, que é, uma vez apurados os fatos, a aplicação da lei penal conforme efetivamente aquilo que aconteceu”, afirmou.
Fonte: G1

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