Polícia Civil do Piauí tem déficit de 1500 homens, afirma Sindicato

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí(Sinpolpi) depois de realizar levantamento da situação da instituição, concluiu que o déficit de pessoal é de cerca de 1500 profissionais. Além disso, o sindicato afirma que a atividade fim da categoria está sendo ocupada indevidamente, é o que diz o presidente do sindicato, Cristiano Ribeiro.
“O déficit de policiais civis é um dos maiores problemas da instituição. Com a quantidade de efetivo que temos é praticamente impossível dar resposta efetiva à elucidação de delitos, a investigação policial há muito está comprometida”, disse Cristiano
Um dos outros problemas apontados pelo sindicalista é que a função de polícia judiciária está sendo utilizada pelos chamados “P2”, policiais militares que trabalham à paisana. “A honrosa polícia militar, nossa co-irmã, nas suas atribuições constitucionais não tem a função de polícia judiciária, quem tem legitimidade para fazer investigações é a polícia civil. Os policiais tidos com do “serviço reservado”, ou “inteligência da polícia militar”, tem o seu importante papel dentro daquela instituição, mas a investigação policial cabe à polícia judiciária, seja civil ou federal”, critica Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi.
O sindicalista lembra que por conta desse déficit de policiais a sociedade é prejudicada. “Em alguns distrititos quando uma pessoa presta queixa dizendo que teve seu celular e sua carteira roubada, a única coisa que o policial pode fazer é redigir o boletim de ocorrência. Não pode abandonar a delegacia, que em geral está servido indevidamente para a custódia de presos. Então esse cidadão, que tem direito a ter o crime investigado sai da delegacia com o sentimento de impunidade e ineficiência da polícia civil, esse é o problema”, explica Cristiano Ribeiro, presidente do Sinpolpi.
“Nós esperamos que os 42 policiais civis já treinados pela Academia sejam nomeados o quanto antes, e vamos cobrar a realização de concurso público, nossas vidas estão em risco, nós não podemos mais custodiar presos, a sociedade precisa de uma resposta efetiva da polícia civil. Temos de transformar todas os distritos policiais para que tenham as mesmas condições das delegacias especializadas”, finaliza Cristiano Ribeiro. (G1).

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