Polícia Civil prende, em Santa Catarina, o autor de esquartejamento em Caxias do Sul

A motivação do assassinato foi a possível guarda de um menino de sete anos que é neto do autor

A Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul prendeu, na manhã desta terça-feira, os dois investigados do homicídio e esquartejamento do homem encontrado em um contêiner de lixo da Rua Sinimbu, no bairro São Pelegrino em 1º de agosto. João Carlos da Rosa Gomes, 63, e Alminda da Rosa Gomes, 54, foram capturados em Palhoça (SC). O autor do crime seria o homem, que é açougueiro. A motivação do assassinato foi a possível guarda de um menino de sete anos, que é neto do investigado.
As duas prisões são temporárias. Os investigados serão apresentados na Delegacia de Plantão da cidade onde foram cumpridos os mandados e, na sequência, serão trazidos para Caxias do Sul, onde prestarão depoimento. O delegado Rodrigo Kegler Duarte afirma em breve deverão ser representadas as prisões preventivas dos investigados.
Para a Homicídios, o crime foi esclarecido em 48 horas. O sigilo, no entanto, foi necessário para preservar as investigações. O assassinato e o esquartejamento ocorreram na noite de 1º de agosto em uma casa alugada no bairro Desvio Rizzo. Os agentes estiveram na residência e encontraram vestígios de sangue, além das roupas utilizadas pelo autor do crime.
— O material foi enviado para o IGP (Instituto Geral de Perícias) e aguardamos o resultado do DNA. Acredito que não deva demorar, pois me garantiram que o caso ganhou prioridade. Há diversos indícios da autoria. Não tenho dúvidas — afirma o delegado Duarte.
Sobre câmeras próximas ao contêiner de lixo onde partes do cadáver foram encontradas, o delegado reafirma que as imagens são muito distantes para um reconhecimento. No entanto, o tipo físico de Gomes é compatível com a pessoa vista na gravação.
A investigação também descobriu que o Uno branco utilizado para transporte do corpo esquartejado. Este veículo foi vendido pelos investigados após o crime. Sobre a participação de Alminda no assassinato, o delegado Duarte espera esclarecer após os depoimentos.
O menino de 7 anos, que seria filho da vítima e neto do autor, estaria com a mãe. Não há informações sobre a participação da mulher no homicídio.
Identificação da vítima ainda depende do DNA
Somente 25% de corpo foi encontrado no contêiner. Não foram encontradas a cabeça, as mãos e os pés do cadáver, o que dificulta a identificação. O nome da vítima está preservado pelo Pioneiro, pois ainda não há confirmação oficial da identidade, o que só deve ocorrer por meio de um exame de DNA
Fonte: ZH

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