Policiais civis e militares se juntam para cobrar CPI da Segurança Pública em MS

Cerca de 500 policiais civis e militares estão reunidos neste sábado (18) na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande, coletando assinaturas para abertura da CPI da Segurança Pública em MS. 
Com os civis em greve e a Polícia Militar avaliando a possibilidade de um aquartelamento para esta segunda-feira (20), a união de forças visa saber os motivos da falta de um aumento maior que o previsto e a falta de estrutura das polícias.
O presidente da ASC (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares, diz que o aumento proposto pelo governador André Puccinelli não paga nem a farda nova.
“Puccinelli não cumpre a lei que prevê a troca completa do fardamento para a tropa de seis em seis meses há três anos e agora propõe um reajuste de R$ 150. Não dá para comprar nem a calça, nem o coturno”, reclamou.
Edmar diz que já cansou de pedir, até implorar para o governador trocar o fardamento. “O Polícial Militar não gosta de se apresentar a população rasgado e com farda desbotada, então acaba tirando dinheiro do próprio bolso para representar bem o Estado”, avaliou. Estiveram na manifestação policiais de Paranaíba, Coxim, Dourados e Fátima do Sul.
A Polícia Civil também esteve no evento. Em greve, eles coletam assinaturas para instaurar uma CPI da Segurança Pública no Estado. De acordo com o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa, a categoria quer saber o que foi feito com cerca de R$ 3 milhões em recursos que vieram para a Sejusp e que segundo eles, não foram investidos.
O presidente comentou a decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) de proibir os policiais de fazer greve. “A greve é um direito constitucional de todo trabalhador, garantido por lei”.
Com a paralisação, somente ontem, 300 boletins de ocorrência deixaram de ser registrados. “Foram feitos registros de 50 ocorrências”. (midiamaxnews).

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