Policiais suspeitos de envolvimento em chacina prestam depoimento

Os dois PMs negaram participação; depoimento foi prestado nesta terça (5).
Chacina aconteceu dia 30 de junho, em Curitiba; 4 pessoas foram mortas.

Os dois policiais militares suspeitos de envolvimento na chacina, em que quatro pessoas foram mortas no Sítio Cercado, em Curitiba, prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (5). O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de junho. Os dois policiais negaram a participação no crime, como já haviam feito em uma entrevista àRPC TV.
Dois adolescentes, uma mulher grávida de seis meses e um homem foram as vítimas da chacina. Todos foram baleados com um tiro na cabeça e morreram na hora. Os dois policiais militares suspeitos estão presos no batalhão da PM, na capital paranaense.
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil, na segunda-feira (4), mostra o momento em que uma criança sai de casa para pedir socorro logo após a chacina. Ela foi a única sobrevivente do crime. O vídeo também mostra o momento em que três homens descem de um carro e entram na residência onde estavam as vítimas. Cerca de três minutos depois eles fogem no mesmo veículo. Em seguida, a menina sai de casa para pedir socorro. Dez minutos depois da saída dela, um carro da Polícia Militar chega à casa onde aconteceu a chacina.
De acordo com as investigações, o motorista do carro ainda não foi identificado. Ainda segundo a polícia, o terceiro homem, que desce e manca ao caminhar, é um traficante, que já foi identificado, porém, está foragido. Ele já foi preso pela polícia em outra ocasião, mas não por este crime.
Os outros dois homens – o primeiro e o segundo, que aparecem descendo do carro – são os dois PMs, conforme a polícia. O carro ainda não foi apreendido pela polícia. 
O advogado que representa os dois, Cláudio Dalledone, disse que eles são inocentes. Em entrevista à RPC TV, os suspeitos se defenderam e caracterizaram as acusações como falsas e caluniosas. Eles se queixaram de conseguirem se defender, antes da prisão. “A nossa palavra não está valendo mais nada. Tem um depoimento de um cidadão, que ele mesmo diz, que vendia droga, que é traficante. O depoimento dele pesa muito mais do que o meu que sou um policial militar idôneo, tenho uma família e residência fixa há muito tempo”, disse um dos policiais suspeitos.
A PM informou que no dia da chacina, os suspeitos não estavam em escala de serviço. Além disso, afirmou que ambos trabalham em outro bairro. “Importante ressaltar que os dois PMs suspeitos trabalhavam na área do Pinheirinho, região adjacente ao bairro onde ocorreu o crime, sendo que no momento dos fatos não se encontravam escalados em serviço pela PMPR”, diz trecho da nota oficial divulgada pela polícia.
Como a investigação corre em segredo de justiça, a Polícia Civil não divulga detalhes.  “Investigamos o quadruplo homicídio, e as razões e as motivações fazem parte dos autos do inquérito policial, da investigação. Então, não podem ser comentadas”, disse a delegada da Delegacia de Homícidios de Curitiba, Maritza Maira Haisi.
Do G1 PR

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