Promotor diz que réus da maior chacina de Osasco devem ‘morrer na prisão’

PMs e guarda são acusados de matar 17 pessoas e ferir outras sete em 13 de agosto de 2015 em Osasco e Barueri.

Responsável pela acusação que levou dois policiais militares e um guarda-civil a júri pela maior chacina de São Paulo, o promotor Marcelo Oliveira chamou os três réus de “criminosos de farda” e disse que eles “merecem morrer” na prisão. O julgamento que ocorre no Fórum de Osasco começou na segunda-feira (18) e deverá terminar na sexta (22).
“Criminosos travestidos de farda”, disse nesta quinta-feira (21) Oliveira durante a fase de debates do júri dos PMs Fabrício Eleutério e Thiago Henklain e do guarda Sergio Manhanhã. Os três são acusados de matar 17 pessoas e ferir outras sete em 13 de agosto de 2015 em Osasco e Barueri.Eles negaram o crime em seus interrogatórios na quarta (20).
“Merecem morrer no Romão Gomes”, gritou Oliveira para os três réus, referindo-se ao presídio da PM na capital paulista onde dois policiais estão detidos. “Merecem morrer sem que ninguém mate. Morrer de morte natural.”
Caso sejam condenados, os réus podem ter penas de 300 anos cada um, mas pela lei nenhum preso pode ficar detido por mais de 30 anos.
O promotor também falou para Fabrício parar de chorar no plenário. “Se eu fosse o senhor parava de chorar porque eu vou mostrar o senhor rindo”, disse Oliveira. Ele acusou o PM de participar da Chacina ao lembrar que um sobrevivente o reconheceu.
Em seguida, a defensora pública Maira Coaraci, que defende os interesses das famílias das vítimas e atua como assistente da acusação, mostrou vídeo no qual Fabrício ri durante a fase processual na Justiça, antes do júri. “Isso é comportamento durante a fala das testemunhas?”, perguntou ela aos jurados.
No plenário, Oliveira acusou Thiago dizendo que um parente da mulher dele ouviu uma conversa entre o casal no qual a esposa reconhecia o marido nas filmagens da chacina num bar.
Sobre Sergio, o promotor disse que ele ordenou que as viaturas da GCM não passassem nos locais onde ocorreriam as execuções para vingar as mortes de um policial e de um guarda, ocorridas dias antes.
Em seguida, a juíza Elia Bullmam determinou intervalo para que as defesas dos réus voltem para mais três horas de debates.
Caso haja réplica e tréplica, elas ficarão para sexta, quando os sete jurados votarão se condenam ou absolvem os réus.
O PM Victor Cristilder, que está preso pelo mesmo crime, será julgado em outra data ainda não marcada.
Fonte: G1

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