Quem saca valores baixos também está sujeito à saidinha de banco

Capitão da PM de SP dá dicas de como evitar ser abordado por criminosos após ir às agências
As “saidinhas de banco” se tornaram rotineiras no noticiário da capital paulista nas últimas semanas. Em alguns casos, esse tipo de assalto acaba em morte, o latrocínio, como aconteceu com o auxiliar de manutenção do Colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, bairro nobre no centro de São Paulo, na segunda-feira (3), após sacar R$ 3.000. Mas não são apenas valores altos que tornam alguém vulnerável a esse tipo de ação. Qualquer pessoa que for sacar dinheiro em uma agência bancária pode estar sujeita a ser vítima de um roubo quando sair do local, segundo a Polícia Militar.  
O capitão Éder Araújo, porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, falou ao R7 sobre como funciona esse tipo de crime e quais cuidados as pessoas devem tomar para evitar a abordagem dos ladrões. Segundo ele, não existe alvo específico para os bandidos.
— Eu já soube de pessoas que sacaram R$ 50 no caixa eletrônico e foram roubadas. A gente não pode falar que até aqui é seguro e daqui para frente não é.  
Araújo ainda esclarece caixas eletrônicos em empresas, supermercados ou lojas de conveniências são menos visados do que os bancos.
— As agências bancárias são o [local] que mais atrai ladrões, pela quantidade de pessoas. Então, a possibilidade de você ver um indivíduo mal-intencionado lá dentro da agência é muito maior do que, por exemplo, em uma loja de conveniência.
A recomendação do capitão para quem necessitar, realmente, pegar mais dinheiro do que o habitual é de que vá acompanhado.
— Caso você precise ir ao banco sacar, vá com mais alguém, vá com duas pessoas, com alguém de confiança.
Se houver uma abordagem de um criminoso, o policial alerta para a principal dica da PM: jamais reagir. No entanto, algumas pessoas, mesmo não reagindo, podem assustar o ladrão, com algum movimento, por exemplo, e serem baleadas.
— Evite gestos bruscos, que possam dar uma ideia de reação. Fale o mínimo possível. Sempre explicando e perguntando se pode fazer. Se o dinheiro estiver na carteira, avise que vai pegá-lo.
Como os assaltantes se organizam
Segundo a PM, normalmente, os bandidos que praticam os roubos a clientes que saem de bancos se organizam em trios. Os trabalhos vão desde a identificação da vítima até a facilitação da fuga.
Uma pessoa, dentro da agência, observa quem está na boca do caixa. Ao perceber que o possível alvo fez um saque grande, esse criminoso, pelo celular, descreve a vítima e o destino dela após sair do banco.
Do lado de fora, um assaltante, armado, está a pé e um comparsa dele, geralmente, de moto ou carro. Eles acompanham a pessoa até o momento em que não veem grande risco, seja por movimento de pessoas ou até pela presença da polícia. Após anunciar o roubo e levar o dinheiro, o bandido armado sobe na moto e os dois fogem.
Alternativas
Atualmente, os bancos oferecem diversas possibilidades de transações financeiras que não utilizam o dinheiro em espécie. Um dos meios eletrônicos de pagamento mais usado hoje é o cartão, seja de crédito ou débito. Mas também existem a transferência bancária e os boletos que podem ser pagos com débito em conta corrente.
Outra forma de realizar pagamentos e transferências facilmente é pela internet. Atualmente, os bancos têm aplicativos para celular, tablets e computadores que permitem ao correntista movimentar dinheiro, sem precisar sair de casa.
Muita gente retira grandes quantias para pagar funcionários. Como alternativa, pode-se tentar transferir o dinheiro para a conta de um parente do empregado, por exemplo.
Para Araújo, a quanto menos risco a pessoa estiver exposta, menor a chance de algo acontecer com ela.
— A PM sempre orienta para que nós procuremos não proporcionar oportunidades de nos tornarmos vítimas. 
Do R7

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