Relato do Soldado Fábio Souza


Amigos, o relato a seguir não é o primeiro caso e com certeza não será o último. Apenas para efeito de exemplificação ao que será apresentado, citamos como referência de casos anteriores o episódio do Sd Fabiano Pituba, o do Cb Romão, e agora, mais recentemente, o do Sd Fábio Souza! O Fábio Souza, para quem não o conhece, é do 4º BPM, é formado em 2006, sempre foi um policial exemplar e um bom companheiro; sempre abnegado e zeloso com o seu serviço, o que foi motivo de reconhecimento até pela PM… O Pituba, para quem não sabe o que lhe aconteceu, quase morreu, e quando eu digo quase é por que foi por pouco mesmo; o Romão, coitado, quase teve sua perna amputada (clique aqui), e ainda está internado no HGE. Meus caros, vocês sabem o que estes policiais têm em comum? Rsposta: o abandono que todos eles sofrem, o qual é resultante do descaso da PM para com os seus integrantes! Agora, como será revelado, ou melhor, como o próprio Fábio irá descrever, todos tomarão conhecimento do grande problema que ocorre coma o sistema de saúde do policial militar, ao qual todos nós estamos expostos. Espero que todos leiam este relato até o fim, e que divulguem para quantas pessoas puder, pois isso tem que acabar! Vejamos:
Relato dos fatos
01/04/2011 – Dia do acidente:
– Fui atendido no HUE e orientado pelo ortopedista de plantão a fazer uma ressonância magnética do joelho lesionado;
– Do HUE me dirigi ao CHPM, onde fui atendido pela médica plantonista (não especialista em ortopedia) que me deu 07 dias de dispensa.
06/04/2011 – Retorno ao CHPM:
– Fui atendido por um médico ortopedista da PM, que me prescreveu anti-inflamatórios e uso de gelo no local lesionado e me deu 30 dias de dispensa. Na ocasião mencionei ao referido médico a necessidade de realizar o enxame de ressonância, mas o mesmo não solicitou.
 25/04/2011 – Retorno ao CHPM:
– Apenas consulta e mais uma vez comentei sobre a necessidade de realizar a ressonância, porém o médico que me atendeu não era ortopedista e me deu 15 dias de dispensa.
 26/04/2011 – Atendimento com médico do P.S.F.:
– Relatei minha situação ao referido médico do P.S.F. (clínico geral) que fez uma solicitação da ressonância magnética do joelho lesionado pelo SUS. Como não havia previsão de realizá-la tentaria fazer com recursos próprios. O mesmo receitou medicamento para dores.
11/05/2011 – Retorno ao CHPM:
– Fui atendido pelo mesmo médico ortopedista da PM, que me consultara. O mesmo me deu 30 dias de despensa.
19/05/2011 – Realização da ressonância:
– Realizai o exame particular na Santa Casa com recursos próprios.
25/05/2011 – Retorno ao CHPM:
– Nessa ocasião fui atendido pelo mesmo médico ortopedista da PM, que me consultara. Apresentei a ressonância para o mesmo avaliar, mas apenas me encaminhou para fazer vinte sessões de fisioterapia, mas não mencionou no encaminhamento que eu estava como menisco lesionado e me orientou a procurar três ortopedistas especialistas em cirurgia de joelho e me deu 30 dias de despensa.
*Observações:
1ª – Foi deixada uma fotocópia da ressonância no meu prontuário do CHPM.
2ª- Os três especialistas indicados atendem por convênio ou consultas particulares.
31/05/2011 – Consulta particular com ortopedista especialista em cirurgia de joelho:
– Procurei um dos ortopedistas especialistas em cirurgia de joelho (Dr. Sérgio Canuto) que realizou um exame no local lesionado e apresentado a ressonância magnética. O mesmo me encaminhou para fazer fisioterapia, mesmo depois das sessões haveria necessidade de cirurgia.  Prescreveu medicação e me deu 90 dias de despensa.
02/06/2011 – Entrevista com fisioterapeuta:
– Apenas avaliação e entrevista.
22/06/2011 – Retorno ao CHPM:
– Realização de consulta com o mesmo ortopedista da PM, que me atendera. O mesmo me deu 30 dias de despensa.
28/06/2011 – Retorno da Consulta particular com ortopedista especialista em cirurgia de joelho:
– O mesmo diagnosticou recuperação mínima do movimento do joelho lesionado, me orientando a continuar nas sessões de fisioterapia.
27/07/2011 – Retorno ao CHPM:
– Realização de consulta com o mesmo ortopedista da PM, que me atendera. O mesmo me deu 30 dias de despensa.
09/08/2011 – Retorno da Consulta particular com ortopedista especialista em cirurgia de joelho:
– O médico (Dr. Sérgio Canuto) diagnosticou recuperação parcial do movimento do joelho lesionado, me incentivou a continuar nas sessões de fisioterapia. O mesmo prescreveu um relatório, onde explica a necessidade da realização da cirurgia e me orientando a procurar os meios legais para realização da mesma e para que eu não seja prejudicado financeiramente, pois me acidentei em serviço. Na ocasião foi me dado atestado de90 dias.
24/08/2011 – Retorno ao CHPM:
– Realização de consulta com o mesmo ortopedista da PM, que me atendera. Na ocasião apresentei os relatórios feitos pelo médico (Dr. Sérgio Canuto), que fora um dos sugeridos pelo mesmo médico da PM e que explicava a necessidade da realização de cirurgia. Já no outro relatório apresentava o material, despesas e o valor da cirurgia. Quando questionado em qual setor entregaria e que arcaria com as despesas: CHPM ou Diretoria de Finanças da Instituição. O mesmo ortopedista da PM ficara calado. Questionado se deveria procurar a Diretoria de Finanças da Instituição respondeu de forma afirmativa. O mesmo me deu 30 dias de despensa.
22/09/2011 – Retorno ao CHPM:
– Ainda a se realizar.
 09/08/2011 – Retorno da Consulta particular com ortopedista especialista em cirurgia de joelho:
– Ainda a se realizar.
Observações finais:
1ª) Desde a data atual nunca fui procurado pelo serviço social da instituição.
2ª) Não fora disponibilizado transporte (ambulância) para me conduzir até as sessões de fisioterapia. Sabendo que o CHPM conta dois destes automóveis e que só agora tomei conhecimento que tinha direito, bastando para isso uma simples solicitação de um dos médicos que me atenderam.
3ª) Não me disponibilizaram de forma acautelada muletas, nem custearam nenhum medicamento.
4ª) Mencionei a todos os médicos da instituição que me atenderam que meu problema fora adquirido “em serviço”, fato tratado de forma irrelevante os quais relatei até a presente data.
Maceió (AL) – setembro de 2011

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