Sete são indiciados por assassinato de PM em Joinville

Um dos suspeitos foi morto e outro está foragido.

A Polícia Civil entregou na quarta-feira (25) ao judiciário o inquérito da morte do policial militar Joacir Roberto Vieira, de 43 anos. O crime ocorreu durante a folga do cabo em 28 de agosto em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Conforme o delegado Fabiano Silveira, sete pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime.
Quatro adultos estão presos e um adolescente, apreendido. Um dos suspeitos foi morto e outro está foragido.
Conforme o delegado, três são apontados diretamente como executores da ação. Dois estão presos e um morreu, por isso, o judiciário deve decretar a extinção da punibilidade para ele.
Uma mulher, companheira de um dos executores e que teria auxiliado na fuga do grupo, também está presa.
O adolescente está apreendido há cerca de um mês no Case de Joinville. Segundo o delegado, ele foi apreendido por outro delito, mas é suspeito de fornecer armas para o assassinato. O indiciamento dele, diferente dos demais, será analisado na Vara da Infância e Juventude.
Em 31 de agosto, um homem foi preso em Cascavel, no Paraná. Conforme o delegado, ele é um dos líderes do grupo criminoso e também suspeito de envolvimento na morte de um comerciante em Jardim Paraíso em 6 de janeiro.
Uma sétima pessoa está foragida, suspeita de liderar o grupo criminoso. Conforme o delegado, as buscas continuam.
“Houve um trabalho conjunto para dar uma resposta ao crime organizado. Atuaram as Polícias Civil e Militar, Ministério Público e Judiciário”, disse Silveira.
Segundo o delegado, apesar do inquérito ter terminado, não é excluída a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas no caso. “Foram solicitadas diligências complementares, que podem levar a uma outra etapa da investigação”.

Motivação

Conforme a Delegacia de Homicídios, Joacir Roberto foi morto a mando de um grupo criminoso. Todos os indiciados integram o mesmo grupo.
Os executores da ação foram designados a matar o PM como forma “de punição por violação do código de conduta criado pelos marginais”, conforme a Delegacia de Homicídios.
O delegado ainda afirma que a ação foi planejada com antecedência, incluindo o roubo de um carro no dia 4 de agosto em Rio Negrinho, posteriormente queimado pelos criminosos.

Crime

O policial militar foi morto a tiros enquanto estava de folga. De acordo com a PM, ele estava dentro de uma loja para comprar um presente para o filho e dois homens atiraram contra ele. Um terceiro foi motorista de fuga. A mulher teria auxiliado após a fuga.
O estabelecimento comercial não foi assaltado – os tiros foram direcionados à vítima.
Joacir Roberto Vieira trabalhava como policial militar há 19 anos.
Fonte: G1

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