Sgt da PM é condenado a 101 anos de prisão

Sargento da PM acusado de estuprar sete mulheres em BH e região é condenado a 101 anos de prisão
Militar ainda é acusado de tentar abusar de outras duas mulheres; por ser de Primeira Instância, cabe recurso
O sargento da Polícia Militar (PM) acusado de estuprar sete mulheres e de tentar abusar de outras duas em Belo Horizonte, Contagem e Betim, na região metropolitana, foi condenado a 101 anos, cinco meses e 12 dias de prisão. Os crimes ocorreram entre agosto de 2011 a janeiro do ano passado.
A decisão é do juiz Milton Lívio Lemos Salles, da 4ª Vara Criminal da capital mineira, e foi divulgada nesta quarta-feira (22). Alexander Lourenço da Silva está detido desde o dia 8 de março, na Academia de Polícia Militar, em Contagem. Por ser de Primeira Instância, cabe recurso da decisão.
O policial militar era lotado na Orquestra Sinfônica da Academia da Polícia Militar. Ele foi preso após investigação do Ministério Público e da Corregedoria da corporação. As vítimas do suspeito relataram que eram ameaçadas com facas, foice, canivete e machadinha e eram obrigadas a entrar em um Fusca de cor claro.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a defesa do policial argumentou que houve nulidades processuais, dentre elas o ilegal reconhecimento do militar na delegacia e a rejeição do pedido de complementação de perícia. O juiz Milton Lívio Lemos Salles destacou que as provas que foram expostas no processo criminal são “robustas” para a condenação. Segundo ele, “as vítimas unanimemente reconheceram o acusado e forneceram suas características físicas e vestimentas condizentes com as apreendidas nos autos”.
Para cada vítima, o magistrado fixou uma pena que, somadas, resultam em 101 anos de reclusão. Foi ainda mantida a prisão preventiva do militar para resguardar a aplicação da lei penal.
Prisão
Em março, enquanto se preparava para uma apresentação da orquestra no Palácio das Artes, o sargento foi preso por militares da Corregedoria da PM, dentro da Academia da Polícia Militar, no Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. As mulheres reconheceram o carro e o suspeito por meio de fotos. Foi com base nesses relatos que a denúncia foi elaborada. ( O tempo – cidades).

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