Subproduto de um comando ausente

O suicídio do 2º Sargento Santos, lotado na Radiopatrulha surpreendeu e chocou a todos os que com ele trabalhavam. Muito embora traga a berlinda a tônica de como (sobre)viva hoje a tropa com a linha de atuação de quem deveria ter em mãos o norte da instituição.
No fim da tarde de sábado, 29 de outubro, o PM foi encontrado em sua residência no Bairro da Santa Lúcia, nas dependências dos fundos, já morto com um disparo na cabeça, ao lado de sua pistola por militares do 5º BPM.
Segundo apurou a Assessoria do BEF, o Sargento José Domingos dos Santos Filho – o Santos, como era conhecido – fazia parte dos quadros do BPRp hà mais de 7 anos e ocupava a função de armeiro por quase a totalidade deste tempo. Militar pacato e honesto, homem de poucas palavras era querido e estimado por todos. Considerado reservado em seus assuntos pessoais, como nos repassou um sargento que prefere manter a sua identidade em sigilo.
Entretanto, quais os reais motivos que levaram o homem a cometer suicídio?
Apuramos que atualmente o militar mesmo estando na função de 2º Sgt e contando com 27 anos de corporação recebia líquidos R$ 786,00 (a vergonhosa quantia de setecentos e oitenta e seis reais), pois contava com cinco empréstimos consignados e com esse salário e o completo do “bico” sustentava a sua família.
Recentemente, estava sendo escalado nos serviços extras – sem remuneração – o que o impossibilitava de procurar atividades de complementação de renda e sustento familiar, tornando a sua via financeira cada vez mais difícil.
O Comandante Geral e mais especificamente o secretário de insegurança, o incompetente Dário, o César que deveriam buscar o resgate da dignidade dos membros da corporação, perseguem cada dia mais seus interesses próprios e a satisfação dos poderosos a quem servem como cães, aplicando uma política de recessão e perseguições à tropa, buscando a manutenção dos seus fartos cargos comissionados.
O sangue de mais um Militar está na mão do comando.
O BEF solidariza-se com a família do Sargento Santos e coloca-se de luto por mais uma perda na nossa caserna, observada com indiferença tanto pelo Coronel Luciano Malvadeza, quanto pelo Secretário Dário, o César, que sequer comentaram o assunto – o compromisso de ambos lacaios não é com a população e sim com os políticos a quem bajulam.

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