Traficante construía albergue para receber presos que saíam de presídios no RS, diz polícia

 Em um outro imóvel, onde vivia a mulher do traficante, a polícia encontrou um alçapão que serviria como ponto de fuga. Trinta e cinco pessoas foram presas e dois menores foram apreendidos na operação.

A Polícia Civil realizou na manhã desta terça-feira (28) uma operação contra uma quadrilha liderada por um traficante transferido para um presídio federal, que construía um albergue para receber presos que deixavam a cadeia. Trinta e seis pessoas foram presas e dois menores foram apreendidos na operação.
Conforme o delegado Juliano Ferreira, responsável pela investigação, o albergue que era construído pelo traficante Leonardo Ramos de Souza, conhecido como Peixe, tinha o objetivo de atrair mais integrantes para sua facção criminosa.
“A intenção do Peixe era arregimentar cada vez mais criminosos e crescer em Porto Alegre. Ele criou uma espécie de albergue dentro da área que ele domina, para que criminosos que desenvolvem simpatia pela organização no sistema penitenciário, e que alcançaram a liberdade, eles iriam até o posto, ficariam nesse albergue, receberiam todo o cuidado da organização criminosa para começar sua vida agora em liberdade”, detalha o delegado.
Na operação desta terça, foram crumpridas mais de 100 ordens judiciais entre mandados de prisão temporária, busca e apreensão e sequestro de bens. Um dos alvos dos mandados de busca foi cumprido em uma casa de alto padrão onde vivia a mulher do traficante. Segundo a polícia se tratava de uma “verdadeira mansão”.
Para entrar na casa, os policiais utilizaram explosivos para os abrir os portões. O local luxuoso contrasta com as casas simples da vizinhança. Na casa, os agentes se depararam com equipamentos eletrônicos de última geração, banheira e área de lazer com churrasqueira.
Na área de lazer foi localizado um alçapão, escondido em meio a grama sintética, que serviria como rota de fuga a invasões de rivais ou ações policiais. A mulher do traficante não foi encontrada porque estaria em viagem para visitar o marido no Norte do país, onde está preso.
“É uma casa que se destaca, eles andam, não só a sua esposa, como os demais gerentes, andam em carros bons”, disse o delegado, relatando que a quadrilha movimentava milhares de reais mensalmente.
O líder da quadrilha foi transferido em julho para a Penitenciária Federal de Porto Velho, e continuava a comandar as ações criminosas com a ajuda de sua mulher, que também teve a prisão decretada.
 
Fonte: G1

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