Valeu, Aloísio

Nem mesmo o relatório da ONU que apontou Alagoas como o lugar mais violento do país foi capaz de abalar o “sono do justo” Secretário de (in)segurança. De sexta-feira até o dia de hoje, os acontecimentos que permearam a nossa linda terra também não se mostraram suficientemente preocupantes para o incompetente – intitulado por ele próprio – gestor.
Hoje o que Dário gerencia são mortes. Cadáveres que se amontoam. Até mesmo nos lugares aonde a salvação de sua falsa gestão – a ronda cidadã – atua os homicídios não tiveram fim. Na quinta-feira um cidadão foi executado a luz do dia enquanto estava sentado numa banca de jogo do bicho, na gruta de Lourdes – um dos bairros cobertos pelo lançamento da semana passada da “RC”. Sobre isso, o secretario foi silencioso, nem uma palavra a relatar.
Sábado, a execução de um homem na Av. Durval de Góes Monteiro, continuidade da Fernandes Lima, a maior avenida da cidade também não mereceu crédito para o Secretário – afinal o que ele quer é curtir as benesses do cargo – e a sociedade que se “lixe” (ele é “gestor”, um “estudioso”).
Diante do assassinato da 20ª vitima moradora de rua no domingo a tarde, que vem a somar-se com as 31 executadas no ano passado (clique aqui), mais uma vez o silêncio.
Dário faz parte da pior extirpe de pessoas que existem na terra: o demagogo. Aliado a este fator, por si só já preponderante, some-se a incapacidade de gerenciar qualquer coisa que seja, desde uma banquinha na extinta feira do passarinho até mesmo as empresas do Senador Fernando Collor, com o qual nutria amizade fraterna e que, de uma hora a outra, houveram as rusgas mortais. “Traidor” – é o que ele foi – vendendo o ex-patrão em épocas de campanha, tal qual Judas fez com Cristo, e hoje tem como a paga a cadeira que ocupa.
Trabalhar não foi seu forte. Na verdade nunca ficou bem explicada a “mutretagem” que houve no período onde passou cinco longos anos desertor. Longe da polícia e sem dar um murro numa broa, foi “salvo” pelo procurador do estado a época, logo após ter sido “convocado” pelo comandante geral para retornar – mas, sábio e desenrolado, Dário arrumou logo um pé de meia fora da Briosa da qual ele sempre nutriu horror. E agora, aparece com  desagradável pecha de “gestor”. Salvo se a palavra gestão tenha a conotação de porcaria, é uma desonra tanto para os militares trabalhadores e honestos quanto para os gestores de verdade. Uma piada de mau gosto explícita todos os dias na nossa TV e jornais. Um desagrado, uma vergonha.
Despreparado, desarticulado, inábil em ações tanto com palavras. Estas “qualidades” ficam mais evidentes quando pronuncia-se à imprensa. Em sua mais recente coletiva podemos aferir a terrível tentativa de ludibriar os repórteres, com frases desconexas ou contraditórias, conforme podemos observar no vídeo abaixo:
E sobre as mortes e a “onda azul” da violência que vem manchar de vermelho as já enlutadas famílias alagoas, Dário finalmente veio a se pronunciar, via “twitter”, neste domingo:
A resposta do Secretário de Defesa Social, do Estado com os índices de violência e homicídios mais altos do País, citado num relatório da ONU como o mais violento lugar do mundo (clique aqui), pior até que o Afeganistão e o Iraque, num final de semana onde o sangue “deu na canela” em matéria de homicídios, é a debochada frase: “Valeu Aluísio!”  em alusão à vitória do time de futebol que ele torce (?). Alagoas está no caminho errado e o Governador já está passando da hora em demiti-lo, já que o mesmo não terá a hombridade de fazê-lo por meio da digna renúncia. Alagoas EXIGE e NECESSITA de alguém com competência para estancar estes indicies inaceitáveis.
Este “homem” é realmente um gozador a debochar de nós, Alagoanos.
Durma o “sono dos justos”, Dário, pois você – devido à capacidade de chegar onde chegou – merece. E nós, ao acordarmos, esperamos despertar deste pesadelo que tem sido a sua patética e atrapalhada gestão e ter definitivamente nos livrado de sua desastrosa “gestão”.

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