Vídeo mostra policiais do ES sendo eletrocutados em treinamento

Soldado não identificado divulgou imagens do treino da Rotam.
Ele disse que policial foi afastado após passar mal. PM avalia como normal.
Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo divulgou o vídeo de um treinamento da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) que participou em março de 2013. Nas imagens, um grupo é eletrocutado com armas não letais e, segundo o militar, quatro pessoas passaram mal e uma delas segue afastada. O policial tem medo de represálias e prefere não se identificar. A PM avaliou o procedimento como normal e informou que os participantes são voluntários. Assista ao vídeo.
O vídeo mostra oito policiais sentados no chão, de braços dados. Os militares que ficam nas pontas seguram fios ligados à arma de um oficial, que dispara o choque. O que parecia uma brincadeira para alguns policiais, foi uma tortura para um membro do grupo em treinamento. O soldado passa mal após a sessão e alega ter problemas na coluna. Neste momento, um dos oficiais dá continuidade ao treino. “Vamos deixar ele com quem entende e seguir nossa instrução”, disse. Em outro grupo, uma mulher tenta desistir, mas não consegue.
Para o comandante da Polícia Militar Ronalt William, o que pode ter acontecido é que a descarga elétrica ativou um problema que o soldado já tinha anteriormente. “A instrução foi programada, as pessoas se voluntariaram para os procedimentos, se colocaram à disposição de receber o choque. O que pode ter acontecido à pessoa que passou mal é um problema pré-existente, que ele já tinha, e foi ativado pela descarga da arma elétrica. O procedimento é normal, fazemos isso para testar as consequências da arma”, afirma.
Efeitos
Apesar do choque, a arma utilizada no treinamento é considerada a menos letal do mundo, segundo afirmou o comentarista de segurança Marcos do Val. Cinco segundos depois do disparo, ela é programada para cessar a descarga. “Mesmo que a pessoa continue e apertar o gatilho, a arma não vai continuar a atirar. Vai parar, porque é programada assim. Então, o risco é controlado”, disse do Val.
O disparo normal, de acordo com o comentarista, não leva uma pessoa à morte. “Para ser fatal, é necessário disparar sob algumas condições, como estar molhado ou duas pessoas apertarem o gatilho ao mesmo tempo. Mas há todo um cuidado com a arma para não deixar que isso aconteça”, explicou do Val.
Do G1 ES

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