Mulheres que se disseram reféns integravam quadrilha de roubo a banco no RS, diz polícia

Elas foram detidas em Fontoura Xavier no dia 7 de março, após dois ataques a agências bancárias. No carro havia coletes de seguranças, mas elas alegaram que foram sequestradas por bandidos.

Entre os foragidos ainda procurados pela Polícia Civil dentro da operação deflagrada nesta quarta-feira (17) contra três quadrilhas de assaltos a banco com uso de reféns pelo Rio Grande do Sul estão duas mulheres, que chegaram a ser detidas após dois ataques em 7 de março na cidade de Fontoura Xavier, no Norte do estado. Na época, alegaram que tinham sido sequestradas por bandidos , e acabaram liberadas.

No dia dos dois assaltos, policiais faziam buscas na cidade, quando as duas mulheres foram abordadas em um carro. Com elas, foram encontrados coletes de seguranças de um banco assaltado e um celular usado pelos criminosos, conforme a polícia.

Detidas, elas foram soltas após depoimento. Conforme o delegado João Paulo de Abreu, não foram encontrados indícios para pedir a prisão de ambas. Mas a polícia continuou a investigação e descobriu que, na verdade, as mulheres faziam parte do esquema.

 “Elas disseram que estavam na cidade [Fontoura Xavier] por motivos pessoais, e que em determinado momento abordaram o veículo delas, e que foram feitas reféns (…) As investigações prosseguiram e foi possível comprovar a vinculação direta delas com um dos executores do roubo”, afirma o delegado, referindo-se a Alexandre Longhi da Rosa, conhecido como “Fazenda“, chefe de uma das três quadrilhas investigadas, e que mantém base em Caxias do Sul.

Conforme a polícia, as duas se passaram por vítimas dos bandidos, mas foram “responsáveis pelo levantamento do local, por visualizar a presença da polícia e pela rota de fuga”, afirma o delegado.

No dia em que foram detidas, as mulheres estavam perto dos veículos que tinham sido incendiados pelos bandidos na fuga após os assaltos. Por conta dos bloqueios policiais, os suspeitos fugiram para dentro de um matagal. À polícia, elas relataram que foram sequestradas e depois libertadas pelos bandidos.

Uma das mulheres escreveu em uma rede social que, na delegacia, após ser detida, ameaçaram até matar a cachorrinha dela para confessar algo que dizia não ter feito. Relatou ainda que foi asfixiada com um saco de lixo.


Gostando da Reportagem? Não esqueça de curtir nossa página pelo Facebook. Este é o nosso maior pagamento, sempre!

As duas vivem na cidade de Caxias do Sul, onde está baseada a quadrilha de “Fazenda”, e não foram encontradas pela polícia na tentativa do cumprimento de prisão temporária contra elas. Por isso, são consideradas foragidas.

A polícia pede que informações ou pistas sejam repassadas por meio do disque denúncia : 0800 510 2828.

Sobre a operação

A operação teve como alvo três quadrilhas responsáveis por 10 assaltos a bancos praticados com reféns no interior do estado. Envolveu cerca de 400 policiais no cumprimento de 100 ordens judiciais.

A ação foi realizada simultaneamente nas cidades de Caxias do Sul, Flores da Cunha, São Marcos, Boa Vista das Missões Seberi, Lajeado do Bugre, Jaboticaba, Rodeio Bonito, Redentora, Teutônia, Lajeado, Esteio e Novo Hamburgo.

Ao todo, 34 pessoas já foram presas. Na manhã desta quarta, foram 22 prisões.

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a modalidade de assaltos cometida pelos grupos investigados é conhecida como “novo cangaço”. Geralmente, reféns são obrigados a formar um “cordão humano” para proteger os criminosos. Os líderes dos três grupos estão presos.

A quadrilha liderada por “Fazenda” é responsável por cinco roubos, em Monte Belo do Sul, Tupanci do Sul, Maximiliano de Almeida, Fontoura Xavier e Putinga, onde houve também uma tentativa não concretizada.

O grupo liderado por Adair da Silva Chaves, o “Daio”, é responsável por quatro assaltos. Dois em Muitos Capões e outros dois em Planalto. A sede também é localizada em Caxias do Sul, no Loteamento Canyon.

Receba Notícias do PolicialBR pelo Whatsapp
Quer receber notícias no seu celular sem pagar nada? 1º - Adicione este número à agenda do seu telefone: (14) 981418655 e envie uma mensagem neste número solicitando receber as notícias com seu nome e UF.
As matérias aqui transcritas estão em conformidade com os termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

PolBR

Postagens de ocorrências policiais

COMENTÁRIOS - GOSTARÍAMOS DE SABER SUA OPINIÃO SOBRE ESTE TEMA:

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole as Leis, denuncie através do Fale Conosco do PolicialBR.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

16 + dezenove =

error: O conteúdo está protegido! Utilize os botões para compartilhamento.