Donas de casa vencem 26 prefeituras e vão ocupar 449 cargos de vereador.

Só 2% das 22.789 donas de casa que concorreram foram eleitas no país.

Com cota, nº de donas de casa subiu 131%, 4,8% do total de candidatos.
Apenas 2% das 22.789 donas de casa que disputaram as eleições municipais, realizadas no último domingo (8), foram eleitas no país. De acordo com levantamento do G1, as candidatas vitoriosas vão comandar 26 prefeituras e ocupar 449 vagas em câmaras municipais.
As eleições de 2012 foram as primeiras com a lei que exige 30% de candidaturas de mulheres nos partidos e coligações na disputa para vereador.
A validade da cota obrigatória aumentou em 131% o número de donas de casa candidatas em relação ao pleito de 2008. Elas representaram 4,8% do total de candidatos, atrás apenas dos servidores públicos municipais (39.268), agricultores (38.655) e comerciantes (35.160).
Apesar de o número de mulheres eleitas prefeitas no 1º turno ter aumentado 31,5% em comparação a 2008 – são 663 eleitas, 12,03% do total no país –, o número de donas de casa vitoriosas representa apenas 4% desse montante.
Natália de Dr. Júnior venceu a disputa no município de Ouro Velho (PB) e será, aos 28 anos, a dona de casa mais jovem a assumir o cargo. Aos 67 anos, Socorro Cardoso foi eleita em São Sebastião de Lagoa de Roça (PB) e será a dona de casa mais velha a comandar uma prefeitura no país.
Além das duas cidades paraibanas, também serão comandadas por donas de casa as prefeituras de Olho D’Água Grande (AL), Ituberá (BA), Barroquinha (CE), São José do Calçado (ES), Cuparaque (MG), Estrela Dalva (MG), Volta Grande (MG), Deodápolis (MS), Poxoréu (MT), Caldas Brandão (PB), Juarez Távora (PB), Afrânio (PB), Currais (PB), Abatiá (PR), Bituruna (PR), Sapiranga (RS), Santa Rosa de Lima (SC), Auriflama (SP), Indiaporã (SP), Macedônia (SP), Augustinópolis (TO), Combinado (TO), Lagoa do Tocantins (TO) e Cantá (TO).
“Mudar a vida das pessoas”
Eleita com 5.912 votos, o equivalente a 62,95% dos votos válidos, Ivanilde Rodrigues (PMDB), de 54 anos, comandará Auriflama, município com 14,2 mil habitantes, no noroeste do estado de São Paulo. (Veja a apuração completa para prefeito e vereador em Auriflama)
Ela afirma que já era vereadora e que ser dona de casa não foi empecilho para se candidatar. “Sou dona de casa. E daí? Me dediquei a criar minhas filhas, tenho uma neta. Decidi que agora foi o momento de me dedicar à minha cidade, acreditei que eu poderia acrescentar. Posso fazer um bom trabalho, nunca colocaria meu nome se não pudesse”, afirma a prefeita eleita.
“Fui candidata para realmente mostrar um trabalho, para mudar a vida das pessoas. Com muita humildade, concorri com dois médicos, respeitadíssimos na cidade, e tive uma votação que eu considero expressiva”, completa.
Ivanilde é uma das 97 candidatas donas de casa que disputaram o cargo em todo o país. As prefeituras conquistadas pelas donas de casa estão em cidades com menos de 200 mil habitantes. Nenhuma foi eleita para comandar uma capital.
Primeira vez
Maria Suzanice Higino Bahe, a Suzi, de 34 anos, foi eleita prefeita pelo Partido Progressista (PP). Ela vai administrar o município de Olho D’Água Grande, em Alagoas, depois de ter recebido 1.755 votos, o equivalente a 53,92% dos votos válidos. (Veja a apuração completa para prefeito e vereador em Olho D’Água Grande)
A futura nova prefeita afirma que nunca havia concorrido a um cargo público e que foi o marido que a incluiu na chapa. “Ele me colocou lá e a população elegeu, né.”
Segundo ela, o marido atualmente é prefeito de uma cidade vizinha, Campo Grande (AL), mas ambos moram em Olho D’Água Grande. “Meu marido é prefeito. Eu e ele vamos administrar”, diz Maria Suzanice ao G1.
Vereadoras
Nas câmaras municipais, o aproveitamento das donas de casa foi semelhante. De 22.536 inscritas, 449 foram eleitas vereadoras (2,1%). Elas representarão 5,8% do total de mulheres que ocuparão cargos no Legislativo municipal.
Em comparação com outras ocupações declaradas pelos candidatos – e levando em conta o grande número de candidatas donas de casa inscritas -, o percentual é baixo. Entre os que se disseram “vereador”, por exemplo, 55% conseguiram a reeleição, o maior aproveitamento entre as profissões. Em seguida aparece o candidato com ocupação “prefeito” (56%).
O partido que mais elegeu mulheres nestas eleições foi o PMDB: 42,3% do total de candidatas, seguido do PT do B (41,6%), PR (41,3%) e PSDB (41,2%). Os partidos que lançaram mais donas de casa nas chapas foram o PMDB (2.251 candidatas), à frente do PT (2.001), PSDB (1.905), PP (1.525) e PDT (1.375).
Dados
Apesar de o G1 ter contabilizado 26 prefeitas vitoriosas cruzando os registros de candidaturas e o resultado das eleições, o sistema de estatísticas do TSE informa um outro número: 28. A assessoria de imprensa do tribunal, no entanto, diz não possuir a relação das candidatas vencedoras. (G1).
Caros militares, policiais e bombeiros do Brasil, a representatividade política é o caminho para melhorias em todos os aspectos na segurança pública.
Muitos foram os candidatos nestas eleições e apenas alguns form eleitos, é possível eleger muito mais.
Todos já leram ou ouviram a frase “unidos somos fortes” e é a mais pura verdade, unam-se em prol de si mesmos, na horas das eleições procurem, em uma prévia, escolherem um ou dois dos seus para saírem candidatos aos cargos eletivos e os elejam, não dispersem jamais no individualismo! Sabemos que em uma democracia todos tem os mesmos direitos, pelo menos na teoria, mas se não houver coesão não haverá vitória. Sejam coesos lutem unidos e a vitória será certa, lembrem-se POLICIAL VOTA EM POLICIAL.
Aquele que não elege os seus delega aos que elegem as decisões.

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